Havia esquecido do quão bom era poder se aliviar.Foi como se tivesse parado no tempo e no espaço.Estava em um transe mais que austero, num momento de introspecção profunda e medida, porém sem saber onde se queria ir.Estava em reconstrução, uma reforma para tentar construir um novo eu.Não tinha pressa, não mais se importava com nada.Tentava observar se o que tinha aprendido sobre amigos, família, amor ainda lhe valia.Sim.
Aprendia a cada dia como ser cada vez mais ele mesmo.Descobriu em sua reforma grandes e velhas teias de aranha, escorpiões, muita poeira.Seu interior não era tão puro e limpo como sempre tentou manter, ou demonstrou ser.Era uma farsa.E não havia ninguém com quem ele pudesse dividir esse segredo.Mesmo consigo vacilava em contar, em começar a dizer o que nunca devia ter pensado em fazer.
Sentia que estava quase pronto.A vida lhe sorria.Era como um sorriso de criança banguela, que perdeu os dentes da frente.Mais simpático impossível.Mostrando-lhe algo do que tem vergonha, seu tesouro, a prova de que já não é mais tão criança.Esta nova perspectiva lhe fazia esperança, tornava-lhe o mais puro e verdadeiro.Se antes tinha tentado ser esse diamante bruto e não deu certo, tinha caído em mãos erradas.
Garotas mais velhas sempre lhe foram mais atrativas.Como conversar era bom, e já tinham vivido o que ele, meio precoce, vivera também.A experiência que consumiu quase como uma bebida muito forte em seus poucos anos lhe deixava ansioso.Queria mais e mais, a vida de um gole só.
Sempre soube o que realmente importava, isso não mudava.O que mudava era seu modo de admitir tal importância, em como agradecia todos os dias por ter seu sorriso quase banguela, e seus olhos sonhadores.Não iria parar, jamais.Não sabia desistir dessas coisas tão importantes.O amor lhe era fundamental.Em sua essência sabia que não havia o que temer.O barco andava no ritmo da tempestade.
Lutaria contra si mesmo para embarcar em outra.Mesmo que fosse apenas a travessia do lago de jangada.Sentia sua grandeza, sua força de ser quem é.Não queria mais apenas ser agradável, agora que sabia de seus próprios podres.Redimia-se todos os dias sendo finalmente ele mesmo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
espera nça
Como pode alguém renunciar ao sentimento de grandeza e de plenitude?Como pode alguém não querer o amor?Achei que todos nascessem prontos para amar, com esse dom, ou maldição.
Pelo que já conheci do mundo descobri que não se pode fazer essa escolha direito.As coisas, por alguma razão desconhecida, sempre acabam levando as pessoas umas às outras.E existe um tendência nos seres humanos de se juntarem e de quererem ser especiais, ou diferentes, ou apenas ter alguém para conversar, chamar pra comer alguma coisa, ir ao cinema, etc.
Essa era a sua espera.Sabia que quando se sentia isso por alguém, mais cedo ou mais tarde, você acabaria sendo guiada àquela metade.Saudade, pensamentos, tentativas de substituições...Não é o mesmo cheiro do perfume que você mesmo deu, nem o mesmo beijo praticado durante um bom tempo, nem o mesmo abraço que encaixa perfeitamente, muito menos o sorriso, e a boca da qual não conseguia tirar os olhos.Essa era a sua esperança.Nada é por acaso, o acaso tinha morrido para ele tinha tempos.Surpresas ainda serão reveladas, e acho que já sei o que era tão bom pra ele que estava chegando.
Talvez, se um dia as coisas morrerrem, nada disso realmente terá sido tão real.Amizades, coleguismos, simpatia só serão provadas com o tempo.A única e verdadeira prova daquilo que existe.Agora vejo que quando disse que só conheço realmente alguém após 5 anos estava iluminado por alguma sombra inteligente.
E ficava pensando...Nunca foi muito de se entregar à amizades.Demorava um pouco a aceitar as pessoas e a realmente confiar nelas.Não tem porque ser diferente com alguém que te beija.Ou será que não tem porque não se entregar às amizades também?
Seria assim agora.Amaria seus amigos como amava a vida, com seu jeito de amar.Tudo estava fazendo sentido.
Pelo que já conheci do mundo descobri que não se pode fazer essa escolha direito.As coisas, por alguma razão desconhecida, sempre acabam levando as pessoas umas às outras.E existe um tendência nos seres humanos de se juntarem e de quererem ser especiais, ou diferentes, ou apenas ter alguém para conversar, chamar pra comer alguma coisa, ir ao cinema, etc.
Essa era a sua espera.Sabia que quando se sentia isso por alguém, mais cedo ou mais tarde, você acabaria sendo guiada àquela metade.Saudade, pensamentos, tentativas de substituições...Não é o mesmo cheiro do perfume que você mesmo deu, nem o mesmo beijo praticado durante um bom tempo, nem o mesmo abraço que encaixa perfeitamente, muito menos o sorriso, e a boca da qual não conseguia tirar os olhos.Essa era a sua esperança.Nada é por acaso, o acaso tinha morrido para ele tinha tempos.Surpresas ainda serão reveladas, e acho que já sei o que era tão bom pra ele que estava chegando.
Talvez, se um dia as coisas morrerrem, nada disso realmente terá sido tão real.Amizades, coleguismos, simpatia só serão provadas com o tempo.A única e verdadeira prova daquilo que existe.Agora vejo que quando disse que só conheço realmente alguém após 5 anos estava iluminado por alguma sombra inteligente.
E ficava pensando...Nunca foi muito de se entregar à amizades.Demorava um pouco a aceitar as pessoas e a realmente confiar nelas.Não tem porque ser diferente com alguém que te beija.Ou será que não tem porque não se entregar às amizades também?
Seria assim agora.Amaria seus amigos como amava a vida, com seu jeito de amar.Tudo estava fazendo sentido.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Poeta por inteiro
Ficou se perguntando como pôde durante tanto tempo fugir das pessoas, ser alguém sozinho?Quando menor, nunca saia com os amigos nas férias, nunca voltava na velha escola, não queria manter os laços que um dia teve.Era como um profissional, sabia que era só por ali e pronto, acabou.Tudo havia mudado.Descobrira o tesouro que havia dentro de cada um, e queria espalhar-se para no fim de sua vida poderem juntar-lhe novamente.
Talvez estivesse indo pelo lado errado.Talvez tirar o máximo de alguém não fosse a maneira certa de fazer.Agora, queria viver como um poeta moderno, ter mil amores, quem sabe um para cada estação.Havia muito para dar e receber, e não achava ninguém que quisesse.Então quando a primeira oportunidade aparecesse, será que conseguiria?Não queria mais ser certo, queria ser torto, gauche.Não mais pensar no que não gostaria que fizessem com ele, mesmo assim o fariam.Então que fosse indo, saindo pela diagonal, com um sorriso safado, e umas palavras prontas para usar.Viveria o mesmo amor mil vezes, até achar um que fosse por inteiro.Se achava e se perdia, a cada dia se enchia de esperança.Não sobrou mais nada...Apenas esperava por uma resposta prometida da qual já sabia que não ia gostar muito.Já sabia o que fazer, e sendo assim já o fazia.
E que seja eterno enquanto dure.
Talvez estivesse indo pelo lado errado.Talvez tirar o máximo de alguém não fosse a maneira certa de fazer.Agora, queria viver como um poeta moderno, ter mil amores, quem sabe um para cada estação.Havia muito para dar e receber, e não achava ninguém que quisesse.Então quando a primeira oportunidade aparecesse, será que conseguiria?Não queria mais ser certo, queria ser torto, gauche.Não mais pensar no que não gostaria que fizessem com ele, mesmo assim o fariam.Então que fosse indo, saindo pela diagonal, com um sorriso safado, e umas palavras prontas para usar.Viveria o mesmo amor mil vezes, até achar um que fosse por inteiro.Se achava e se perdia, a cada dia se enchia de esperança.Não sobrou mais nada...Apenas esperava por uma resposta prometida da qual já sabia que não ia gostar muito.Já sabia o que fazer, e sendo assim já o fazia.
E que seja eterno enquanto dure.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Entregar-se
Teve uma esperança ainda.Sabia de uma desculpa para se encontrarem, não que precisasse de desculpa, mas assim seria melhor, não torceria tanto o braço.Ela não viu problema, topou o encontro.O telefone o deixou quase gago, tirou sua respiração, mas não queria esperar nada.
Desde muito tempo não se sentia nervoso com algo do tipo.Foi logo correndo para dormir e descansar um pouco, mas não conseguia.Passou a noite toda com o coração desparado, imaginando o que falar, o que fazer.Queria que saísse tudo perfeito, poderia ser uma chance, quem sabe.Sentiu-se vivo de novo.Alguém que tem com o que se preocupar, pensar.
A hora chegou e nele estava o medo.Um pulso de coragem e familiaridade, ele ainda a conhecia?
Tomaram o café da manhã juntos, embora tenha sido muito agradável, ele não soube muito ser ele mesmo, falar e falar, e rir, e sorrir.Estava impedido de demonstrar parte de seu amor e carinho, ainda sim demonstrando-o.Tentou ser mais racional, não queria iludir-se.O que se passava na cabeça de sua passarinha?
Enfim sós.Desesperadamente ofereceu água, subitamente correu para mostrar o que tinha aprendido, sofridamente tentou mostrar ser interessante.Foi um momento tenro, riam timidamente e só pensando no que aconteceria depois.Não queria pressa.Até que não havia mais nada a se fazer.Inspirou coragem e aquele perfume, queria senti-la, não sabia como.Aproximou-se meio sem jeito, ela não dava muitos sinais.Beijou-a.Esperou...Os olhares se cruzaram.Ela parecia achar estranho.Como que implorando beijou-a novamente,e agora os lábios da pequena se esticaram.E de novo, e mais uma vez.De ponta a cabeça se beijaram, e arrumaram-se.Ele queria muito mais que sexo,mas não queria jogar todo seu amor e saudade de uma vez em sua parceira.Foi como que aprendendo, sentindo os desejos dela, buscando o mar que havia em seus olhos, o amor que estava escondido, a chama que estava apagada.
Sofreu tanto todo esse tempo.Sofreu consigo mesmo, sofreu de saudade, sofreu com a solidão, sofreu, sim, no começo de dependência, sofreu depois por ver que já não dependiam, sofreu de ciúmes, sofreu como quem perde a inocência, sofreu de ilusão, por achar que todos esses meses tinha aprendido alguma coisa.
Aprendeu, de fato, sabia virar-se sozinho.Mas ainda amava aquela doce criatura, que agora estava quase selvagem.Não queria acreditar que havia sido apenas um sonho.
Seus corpos entrelaçaram-se como sempre tinham feito.O encaixe tinha se recomposto.O calor que sentia quase o forçava a implorar por mais daquele beijo, passou anos no deserto e achara água.Encarnou um papel de um homem menos emocional.Estava feliz.Faltou dizer que amava, dizer como havia esperado por um momento como aquele, como queria cheirar e beijar todo o seu corpo.Ao invéz de falar, só pensou e agiu.Tentava telepaticamente dizer para ela tudo aquilo, e o fazia.Beijou-a diversas vezes em seu ventre, onde queria esconder-se,beijou seus seios, queria tirar toda sua força dali, beijou seu sexo, que representava para ele naquele momento o cúme do amor,e segurou, e acariciou, alisava seu corpo, querendo nunca mais soltá-lo, mexia em seu cabelo, para lembrar-se de alguma forma inocente de amor, e como era bom,meu Deus,como era bom, segurar aquela mão, sentia encaixar e queria que seus dedos grudassem ali.
Quando ela o beijava, derretia uma parte da geleira que havia se formado em seu peito,quando via que ela o desejava, sua alma sorria e ria alto.Era um sentimento tão grande, não podia ser nunca mais achado.
Ela talvez não tivesse entendido o porquê de tudo aquilo, ele teria que explicar, se não, não sentiria que teria feito a sua parte.
Desde muito tempo não se sentia nervoso com algo do tipo.Foi logo correndo para dormir e descansar um pouco, mas não conseguia.Passou a noite toda com o coração desparado, imaginando o que falar, o que fazer.Queria que saísse tudo perfeito, poderia ser uma chance, quem sabe.Sentiu-se vivo de novo.Alguém que tem com o que se preocupar, pensar.
A hora chegou e nele estava o medo.Um pulso de coragem e familiaridade, ele ainda a conhecia?
Tomaram o café da manhã juntos, embora tenha sido muito agradável, ele não soube muito ser ele mesmo, falar e falar, e rir, e sorrir.Estava impedido de demonstrar parte de seu amor e carinho, ainda sim demonstrando-o.Tentou ser mais racional, não queria iludir-se.O que se passava na cabeça de sua passarinha?
Enfim sós.Desesperadamente ofereceu água, subitamente correu para mostrar o que tinha aprendido, sofridamente tentou mostrar ser interessante.Foi um momento tenro, riam timidamente e só pensando no que aconteceria depois.Não queria pressa.Até que não havia mais nada a se fazer.Inspirou coragem e aquele perfume, queria senti-la, não sabia como.Aproximou-se meio sem jeito, ela não dava muitos sinais.Beijou-a.Esperou...Os olhares se cruzaram.Ela parecia achar estranho.Como que implorando beijou-a novamente,e agora os lábios da pequena se esticaram.E de novo, e mais uma vez.De ponta a cabeça se beijaram, e arrumaram-se.Ele queria muito mais que sexo,mas não queria jogar todo seu amor e saudade de uma vez em sua parceira.Foi como que aprendendo, sentindo os desejos dela, buscando o mar que havia em seus olhos, o amor que estava escondido, a chama que estava apagada.
Sofreu tanto todo esse tempo.Sofreu consigo mesmo, sofreu de saudade, sofreu com a solidão, sofreu, sim, no começo de dependência, sofreu depois por ver que já não dependiam, sofreu de ciúmes, sofreu como quem perde a inocência, sofreu de ilusão, por achar que todos esses meses tinha aprendido alguma coisa.
Aprendeu, de fato, sabia virar-se sozinho.Mas ainda amava aquela doce criatura, que agora estava quase selvagem.Não queria acreditar que havia sido apenas um sonho.
Seus corpos entrelaçaram-se como sempre tinham feito.O encaixe tinha se recomposto.O calor que sentia quase o forçava a implorar por mais daquele beijo, passou anos no deserto e achara água.Encarnou um papel de um homem menos emocional.Estava feliz.Faltou dizer que amava, dizer como havia esperado por um momento como aquele, como queria cheirar e beijar todo o seu corpo.Ao invéz de falar, só pensou e agiu.Tentava telepaticamente dizer para ela tudo aquilo, e o fazia.Beijou-a diversas vezes em seu ventre, onde queria esconder-se,beijou seus seios, queria tirar toda sua força dali, beijou seu sexo, que representava para ele naquele momento o cúme do amor,e segurou, e acariciou, alisava seu corpo, querendo nunca mais soltá-lo, mexia em seu cabelo, para lembrar-se de alguma forma inocente de amor, e como era bom,meu Deus,como era bom, segurar aquela mão, sentia encaixar e queria que seus dedos grudassem ali.
Quando ela o beijava, derretia uma parte da geleira que havia se formado em seu peito,quando via que ela o desejava, sua alma sorria e ria alto.Era um sentimento tão grande, não podia ser nunca mais achado.
Ela talvez não tivesse entendido o porquê de tudo aquilo, ele teria que explicar, se não, não sentiria que teria feito a sua parte.
sábado, 25 de julho de 2009
Velhos amigos pra quê te quero?
Tudo fora por água abaixo, sim, seu plano maluco de isolamento era um fracasso.Percebera a tempo.Passara o dia todo com velhos amigos.Amizades simples, bobas,cheias de histórias para contar.Passaram o dia relembrando coisa incríveis e conhecendo amigos dos amigos, e descobrindo que aquela conversa lhe causava a grandeza.
Como ousara se afastar deles uma vez por tanto tempo?Que desperdício...Eles faziam a vida valer a pena, ter algum sentido, lhe tiravam a solidão.Podiam ter o silêncio e não se incomodar, podiam falar por horas e horas, sem cansar e sem nenhum dos 4 irritar-se com alguém.
Não precisava de mais solidão.Não estava mais só.Soube que seu medo era por se sentir inseguro, por ter alguém que lhe conhecia e conhecer alguém de verdade.É fácil conversar com uma nova pessoa, nunca conversaram sobre nada, há muito o que conversar.O gostoso é conversar e crescer junto, e ensinar, e aprender, e se divertir com algum amigo de mais de 5 anos.Ainda acho que somente depois de 5 anos realmente se conhece alguém de verdade.
Eles estariam sempre ali, para ele, eram da família, e ele era da família.Conversavam sobre tudo, faziam os melhores programas por mais que não fossem muito atrativos à outros olhos.Eram completos.Sentia-se completo de novo.Toda sua complexidade era desejar o simples.Amigos para sempre...e se isso não fosse para sempre, aí sim estaria bem surpreso.Mulheres vão e voltam com o vento, num avião para o outro lado do mundo.Eles o levariam junto e quando voltassem nada estaria diferente.
Como o mundo era pequeno...Ele os carregaria para a grandeza, eles o achavam engraçado, seu modo de tentar mudar alguma coisa no mundo, e apoiavam e iriam atrás.Estava livre por enquanto de seu plano-castigo.Vejamos por quanto tempo se manteria estável.Suas fraquezas pareciam só fraquezas agora...
Como ousara se afastar deles uma vez por tanto tempo?Que desperdício...Eles faziam a vida valer a pena, ter algum sentido, lhe tiravam a solidão.Podiam ter o silêncio e não se incomodar, podiam falar por horas e horas, sem cansar e sem nenhum dos 4 irritar-se com alguém.
Não precisava de mais solidão.Não estava mais só.Soube que seu medo era por se sentir inseguro, por ter alguém que lhe conhecia e conhecer alguém de verdade.É fácil conversar com uma nova pessoa, nunca conversaram sobre nada, há muito o que conversar.O gostoso é conversar e crescer junto, e ensinar, e aprender, e se divertir com algum amigo de mais de 5 anos.Ainda acho que somente depois de 5 anos realmente se conhece alguém de verdade.
Eles estariam sempre ali, para ele, eram da família, e ele era da família.Conversavam sobre tudo, faziam os melhores programas por mais que não fossem muito atrativos à outros olhos.Eram completos.Sentia-se completo de novo.Toda sua complexidade era desejar o simples.Amigos para sempre...e se isso não fosse para sempre, aí sim estaria bem surpreso.Mulheres vão e voltam com o vento, num avião para o outro lado do mundo.Eles o levariam junto e quando voltassem nada estaria diferente.
Como o mundo era pequeno...Ele os carregaria para a grandeza, eles o achavam engraçado, seu modo de tentar mudar alguma coisa no mundo, e apoiavam e iriam atrás.Estava livre por enquanto de seu plano-castigo.Vejamos por quanto tempo se manteria estável.Suas fraquezas pareciam só fraquezas agora...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Saiu sem rumo pela noite.Queria entender-se, saber mais sobre a pessoa que morava com ele.Foi, mais uma vez, achando que podia encontrar alguém,não alguém necessariamente conhecido,porém alguém.Não achou.
Dirigiu como quem dorme no volante, sem saber para onde ir.Precisava enfrentar seu medo, e como era difícil.Ajuda era proibida, afinal se fosse ajudado não estaria mais sozinho.Caiam-lhe lágrimas sem saber muito bem porque.O importante seria dar um passo a cada dia para no fim ter superado seu único verdadeiro desafio visto até hoje.Queria gritar, ter como entrar em contato com alguém.A hora realmente havia chegado, estava encurralado...Sozinho.
Parou num lugar que achava bonito, tinha algumas lembranças, embora não conseguisse mais lembrar com detalhes, ou não tivesse se esforçando para tal.Rapidamente encontrara-se entediado.Queria o veneno antimonotonia.Partiu mais uma vez,para o outro lado do lago.Andou, olhou, observou, achou um lugar tranquilo para não fazer nada.O tempo passava e só conseguia olhar a água que com o brilho das luzes em volta parecia feliz, dançante, parecia conseguir olhar para as mais escondidas estrelas.Chegou o barulho acompanhado de pessoas.Incomodou-se...Ninguém interessante.
Fugiu!Lembrou-se de quando fugia de bicicleta e de como sentia-se livre e feliz ao fazer aquilo.Era como se tivesse se sacrificando por um bem maior, era como se pudesse ir aonde quisesse.Ainda realizaria seu sonho de tentar chegar ao México de bicicleta.
Foi até onde não devia.Até onde seu coração o mandou.Era familiar e estranho todo aquele lugar, familiar pois era bem por ali que tinha passado por muita coisa, podia ainda sentir se respirasse fundo, estranho pois era tudo diferente agora, suas memórias eram como as da infância.Não encontrou nada lá.Estava tudo apagado, deviam estar todos dormindo.
Voltou para casa vagarosamente.Um desejo de morte lhe passava em mente.Por que deixar para depois?A vida era tão curta,tudo podia mudar em questão de segundos e acabar para sempre.Isso sim é para sempre: a morte.Promessa certa!
Sentia que nada mais era para sempre, enganara-se, iludiu-se.Ele, no fundo, sabia que podia acontecer isso.Porém sua fé nessa força maior, nessa coisa que explicava tudo, que dava uma razão, sua fé no amor o tomou.Queria ser um herói, alguém que nunca desistisse dos sonhos, do que deseja.Mas não podia...Não agora...Sentia-se impotente...Onde estava o pressentimento de que algo bom lhe aconteceria?...
Sempre buscava a dignidade e um jeito certo de resolver as coisas.Já estava resolvido.Não era mais ela.Era ele mesmo que atrapalhava-se.Queria ser independente de seus sentimentos.Eles o tornavam um tolo, alguém fraco e sem vergonha, que só queria ser feliz.Botaria seu plano em ação.
Uma das soluções malucas que sempre inventava para algum conhecido que precisasse de um conselho, uma força.Isolaria-se do mundo, de todos, poria a si mesmo em uma prova que podia acabar deixando-lhe pior, ou curado de vez.Tinha que arriscar.Nada de telefones, nada de internet, talvez atendesse a sua mãe e seu pai, talvez...Não sairia de casa, apenas para comprar comida.Apenas meditar, pensar, ler, exercitar-se um pouco eram válidos.
Sumiria...Ainda buscarei notícias para lhes matar a curiosidade...Tentarei achá-lo.
Dirigiu como quem dorme no volante, sem saber para onde ir.Precisava enfrentar seu medo, e como era difícil.Ajuda era proibida, afinal se fosse ajudado não estaria mais sozinho.Caiam-lhe lágrimas sem saber muito bem porque.O importante seria dar um passo a cada dia para no fim ter superado seu único verdadeiro desafio visto até hoje.Queria gritar, ter como entrar em contato com alguém.A hora realmente havia chegado, estava encurralado...Sozinho.
Parou num lugar que achava bonito, tinha algumas lembranças, embora não conseguisse mais lembrar com detalhes, ou não tivesse se esforçando para tal.Rapidamente encontrara-se entediado.Queria o veneno antimonotonia.Partiu mais uma vez,para o outro lado do lago.Andou, olhou, observou, achou um lugar tranquilo para não fazer nada.O tempo passava e só conseguia olhar a água que com o brilho das luzes em volta parecia feliz, dançante, parecia conseguir olhar para as mais escondidas estrelas.Chegou o barulho acompanhado de pessoas.Incomodou-se...Ninguém interessante.
Fugiu!Lembrou-se de quando fugia de bicicleta e de como sentia-se livre e feliz ao fazer aquilo.Era como se tivesse se sacrificando por um bem maior, era como se pudesse ir aonde quisesse.Ainda realizaria seu sonho de tentar chegar ao México de bicicleta.
Foi até onde não devia.Até onde seu coração o mandou.Era familiar e estranho todo aquele lugar, familiar pois era bem por ali que tinha passado por muita coisa, podia ainda sentir se respirasse fundo, estranho pois era tudo diferente agora, suas memórias eram como as da infância.Não encontrou nada lá.Estava tudo apagado, deviam estar todos dormindo.
Voltou para casa vagarosamente.Um desejo de morte lhe passava em mente.Por que deixar para depois?A vida era tão curta,tudo podia mudar em questão de segundos e acabar para sempre.Isso sim é para sempre: a morte.Promessa certa!
Sentia que nada mais era para sempre, enganara-se, iludiu-se.Ele, no fundo, sabia que podia acontecer isso.Porém sua fé nessa força maior, nessa coisa que explicava tudo, que dava uma razão, sua fé no amor o tomou.Queria ser um herói, alguém que nunca desistisse dos sonhos, do que deseja.Mas não podia...Não agora...Sentia-se impotente...Onde estava o pressentimento de que algo bom lhe aconteceria?...
Sempre buscava a dignidade e um jeito certo de resolver as coisas.Já estava resolvido.Não era mais ela.Era ele mesmo que atrapalhava-se.Queria ser independente de seus sentimentos.Eles o tornavam um tolo, alguém fraco e sem vergonha, que só queria ser feliz.Botaria seu plano em ação.
Uma das soluções malucas que sempre inventava para algum conhecido que precisasse de um conselho, uma força.Isolaria-se do mundo, de todos, poria a si mesmo em uma prova que podia acabar deixando-lhe pior, ou curado de vez.Tinha que arriscar.Nada de telefones, nada de internet, talvez atendesse a sua mãe e seu pai, talvez...Não sairia de casa, apenas para comprar comida.Apenas meditar, pensar, ler, exercitar-se um pouco eram válidos.
Sumiria...Ainda buscarei notícias para lhes matar a curiosidade...Tentarei achá-lo.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Liberdade
Não se sente muito livre, pelo menos não o tanto quanto deveria se sentir.Sente-se melhor quando não está preso em seus pensamentos.Quando está em paz com seus sentimentos, quando acha que entende alguma coisa de seu mundo.Sente-se livre quando tem alguém para ajudar-lhe a carregar esse peso que sente.Sozinho parece estar perdendo alguma coisa, parece que sua diversão é passageira, tudo é passageiro, nunca gostou muito disso.
A maneira como o céu lhe parecia mais azul devia ter um porquê.Ficava imaginando coisas, esperando na janela algo acontecer, como se apenas o desejo fizesse das coisas reais.
Fugiu à realidade: estava decidido a conversar com ela, não importando o quanto lhe digam para se afastar.Não conseguia esconder de si mesmo toda sua agonia, ou desejo de saber a verdade, ou de saber logo toda a verdade para poder seguir.Descobriu.Ela já não o queria mais.Pode parecer cruel, mas ela havia descoberto que não precisava mais dele.E agora?Sentia fome de romance...Seu maior medo talvez fosse algo de que não pudesse escapar.Ficar sozinho na vida.Preparava as pessoas à sua volta de tal maneira, que elas cresciam independentes e logo o deixavam.Seria como um pai, ou mãe, que faz com que seus filhos cresçam, fiquem fortes, e os deixe, e os esmague com toda sua força vital.Foi assim...Não seria o que é se não fosse por ele.Não, não tinha raiva, nem sentia-se usado.Estava feliz por ter feito mais uma vez seu trabalho.Havia melhorado alguém, mudado tão profundamente uma pessoa que esta havia tornado-se mais forte que ele.Destemida, doce, e alegre.Foi assim que sempre a desejou e agora tinha conseguido.
Sua vida seguiria...Ele já conseguia rir de tudo que havia passado.Ria como quem chora, ria como quem sabe de alguma coisa que os outros não sabem,ainda estava para descobrir.
Agora só a carne lhe impedia...Sua alma estava livre.Era o que ele achava.
A maneira como o céu lhe parecia mais azul devia ter um porquê.Ficava imaginando coisas, esperando na janela algo acontecer, como se apenas o desejo fizesse das coisas reais.
Fugiu à realidade: estava decidido a conversar com ela, não importando o quanto lhe digam para se afastar.Não conseguia esconder de si mesmo toda sua agonia, ou desejo de saber a verdade, ou de saber logo toda a verdade para poder seguir.Descobriu.Ela já não o queria mais.Pode parecer cruel, mas ela havia descoberto que não precisava mais dele.E agora?Sentia fome de romance...Seu maior medo talvez fosse algo de que não pudesse escapar.Ficar sozinho na vida.Preparava as pessoas à sua volta de tal maneira, que elas cresciam independentes e logo o deixavam.Seria como um pai, ou mãe, que faz com que seus filhos cresçam, fiquem fortes, e os deixe, e os esmague com toda sua força vital.Foi assim...Não seria o que é se não fosse por ele.Não, não tinha raiva, nem sentia-se usado.Estava feliz por ter feito mais uma vez seu trabalho.Havia melhorado alguém, mudado tão profundamente uma pessoa que esta havia tornado-se mais forte que ele.Destemida, doce, e alegre.Foi assim que sempre a desejou e agora tinha conseguido.
Sua vida seguiria...Ele já conseguia rir de tudo que havia passado.Ria como quem chora, ria como quem sabe de alguma coisa que os outros não sabem,ainda estava para descobrir.
Agora só a carne lhe impedia...Sua alma estava livre.Era o que ele achava.
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