Como ter certeza do que realmente se quer? Ideias vem e vão, como quem não querem nada. Desejos, o tempo os mata. Vontade dá e passa. Não sei realmente o que devo pensar e sentir, jogar tudo para o alto e ir por ali. Não sei o que devo querer, ser alguém grande é o que sei sonhar. Qual o caminho mais complicado e estreito para se chegar ao longe? Provavelmente é esse que eu vou escolher.
Toda complexidade é bem vinda e analisada. De uns tempos para cá me tornei uma espécie de doutor. Aquele que olha e analisa e avisa. Pena que não tenho especialização, se não talvez o coração. E meus conselhos de nada me servem. Um cabeça dura, coração mole, de curta unha e bolebole. Embora não saiba o que me cabe, aprendi a achar que sei. Para quem antes era cego, pouca luz já ajuda. Não se iluda. Não sou tão certo e confiante assim. O pouco que sei de mim deve dar para aprender em alguns anos. 5 anos talvez.
Tive medo de mostrar, de me repreenderem. Só o que digo é "foda-se"! Talvez nunca tenha me aceitado tão bem e permanecido bem com isso. Minhas ideias valem algo. Sou meio mago, meio objeto. Metamorfose, metamorfoseador. Quando uma parte quer, a outra dorme, e ao acordar logo se perde.
Um quebra cabeça longe da metade...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Sua leviandade era seu lema. Esforçava-se para não querer pensar demais, nem se importar demais. Respirava a tensão como se fosse a última, devorador de emoções. Só buscava sentir.
Queria de novo morrer de viver. Bastava-lhe sua própria complexidade, e por uns minutos discutiria a de mais alguém, poucos minutos.
Queria que lhe rasgassem, que lhe mordessem a pele até arrancar, que lhe puxassem e implorassem por um segundo. Um segundo e meio de amor que se multiplicariam, tornando-se vício.
Um desespero sem pressa, nem medo. Desespero que era assim mesmo apenas no nome. Interno e comedido, calmo e esperançoso. Era como algo leal que balançava o rabo e levantava as orelhas sempre que sentia aquele cheiro, e escutava aquela voz. Um cachorro que morava ali dentro e aguardava o retorno de seu dono. Não havia nenhum dono, dono algum o queria.
...
Uma solidão eterna o preenchia. Afogava-se naquele penar por si mesmo. Ou era apenas uma vontade de conversar que o arrebatia toda vez que se encontrava sozinho. Silêncio era algo contra suas regras. Rastejava por alguma aventura, ou simplesmente uma não inércia. Não sabia por que, mas chorava. Pensava quando iria deixar de ser pouco e ser muito. Precisava de um grande feito.
Gostava quando precisavam dele. Podia fazer a diferença para alguém, e assim pegar o jeito pra mudar o mundo. Mas se precisassem em excesso causava-lhe ânsia de vômito. Como ia mudar o mundo, onde as pessoas precisam demais, se não sabia lidar com essa fome de ajuda?
Então, sentaria-se em qualquer canto e pensaria, preocuparia-se, e não seria leviano. Nada haveria de mudar naquele ser que não sabia nada mais, além de ser quem se é. Não entendia como conseguia entender as coisas e explicar, sem mesmo entender. Que a vida era complexa, ele sabia. Sabia que tudo era complicado quando não se trata de nós mesmos.
Foi e se sentou, preocupou e pensou.
Queria de novo morrer de viver. Bastava-lhe sua própria complexidade, e por uns minutos discutiria a de mais alguém, poucos minutos.
Queria que lhe rasgassem, que lhe mordessem a pele até arrancar, que lhe puxassem e implorassem por um segundo. Um segundo e meio de amor que se multiplicariam, tornando-se vício.
Um desespero sem pressa, nem medo. Desespero que era assim mesmo apenas no nome. Interno e comedido, calmo e esperançoso. Era como algo leal que balançava o rabo e levantava as orelhas sempre que sentia aquele cheiro, e escutava aquela voz. Um cachorro que morava ali dentro e aguardava o retorno de seu dono. Não havia nenhum dono, dono algum o queria.
...
Uma solidão eterna o preenchia. Afogava-se naquele penar por si mesmo. Ou era apenas uma vontade de conversar que o arrebatia toda vez que se encontrava sozinho. Silêncio era algo contra suas regras. Rastejava por alguma aventura, ou simplesmente uma não inércia. Não sabia por que, mas chorava. Pensava quando iria deixar de ser pouco e ser muito. Precisava de um grande feito.
Gostava quando precisavam dele. Podia fazer a diferença para alguém, e assim pegar o jeito pra mudar o mundo. Mas se precisassem em excesso causava-lhe ânsia de vômito. Como ia mudar o mundo, onde as pessoas precisam demais, se não sabia lidar com essa fome de ajuda?
Então, sentaria-se em qualquer canto e pensaria, preocuparia-se, e não seria leviano. Nada haveria de mudar naquele ser que não sabia nada mais, além de ser quem se é. Não entendia como conseguia entender as coisas e explicar, sem mesmo entender. Que a vida era complexa, ele sabia. Sabia que tudo era complicado quando não se trata de nós mesmos.
Foi e se sentou, preocupou e pensou.
sábado, 1 de maio de 2010
Bateu a cabeça.Aquela dor aliviava todo o resto.Bateu mais uma vez.Não pensava em mais nada além da agudez daquela dor profunda e efêmera.Dessa vez mais forte.Todas suas mentiras tornavam-se passado, tornavam-se menos importantes, sentia-se alguém mais real.Em sequência foram umas três vezes, sentiu algo escorrer.Era quente e queimava.A melhor assepsia que podia realizar naquele momento, manter sua cabeça longe de toda aquela imundice que o matava aos poucos.Não tinha mais força.Tudo que há pouco pareceu uma grande solução voltou-se contra ele.Estava enojado por si mesmo.Como podia ser tão babaca, ao ponto de achar que as coisas se resolveriam assim.
Não havia nada para resolver.Não sabia se era aquele tédio que o matava e o fazia pensar asneiras, ou seu não contentamento consigo mesmo.Como estava difícil se manter constante naqueles dias.Não saberia mais se definir, dizer quem era.Talvez nunca o tenha ficado sabendo, e fosse daquele jeito mesmo.Complicado e inconstante.
Via as coisas diferentemente.Uns meses atrás era alguém que falaria de coisas que não se deve, e estragaria tudo, deixando escapar seus reais sentimentos, ou quem sabe apenas era um costume que tinha : sentir-se daquele modo.Agora queria se divertir, ter conversas interessantes, e ser incrível.Não se deixaria abalar por nada e ninguém.Achara o equilíbrio que todos deveriam achar.
O sangue parava de escorrer quente como o inferno, e congelava anestesiando todo o cérebro.Queria apenas dormir.Sabia que assim, no dia seguinte, tudo teria passado e seria renovado.Suas complicações o cansavam ao extremo.Cansado de sua própria pessoa, estava na hora de ir embora.Entrou em seu bolso e lá descansaria.Jogaria o resto no travesseiro e quando acordasse arrumaria a bagunça.Tudo estava em paz.A paz talvez lhe cansasse...Ah, boa noite!
Não havia nada para resolver.Não sabia se era aquele tédio que o matava e o fazia pensar asneiras, ou seu não contentamento consigo mesmo.Como estava difícil se manter constante naqueles dias.Não saberia mais se definir, dizer quem era.Talvez nunca o tenha ficado sabendo, e fosse daquele jeito mesmo.Complicado e inconstante.
Via as coisas diferentemente.Uns meses atrás era alguém que falaria de coisas que não se deve, e estragaria tudo, deixando escapar seus reais sentimentos, ou quem sabe apenas era um costume que tinha : sentir-se daquele modo.Agora queria se divertir, ter conversas interessantes, e ser incrível.Não se deixaria abalar por nada e ninguém.Achara o equilíbrio que todos deveriam achar.
O sangue parava de escorrer quente como o inferno, e congelava anestesiando todo o cérebro.Queria apenas dormir.Sabia que assim, no dia seguinte, tudo teria passado e seria renovado.Suas complicações o cansavam ao extremo.Cansado de sua própria pessoa, estava na hora de ir embora.Entrou em seu bolso e lá descansaria.Jogaria o resto no travesseiro e quando acordasse arrumaria a bagunça.Tudo estava em paz.A paz talvez lhe cansasse...Ah, boa noite!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
De outras dimensões veio.Não sei se ao meu encontro, provavelmente não.Vi num canto reluzir teu doce sorriso, talvez nunca tivesse reparado antes.Lembraria-se de mim?De alguma vida passada, ou quem sabe de algum lugar em comum.Não saberia dizer quantos pensamentos entraram no vagão do trem de minha cabeça.Uns 200, superlotado.Suas conversas atrasadas seriam agora?Talvez as pessoas estivessem destinadas a conversar, sobre o que fosse determinado, pelos deuses brincando com seus bonecos.Não acreditavam em tal coisa, deuses.Mas tirariam ali aquele atraso, sim.Gostou de ser engraçado pra ela, e de lhe contar suas maluquices.Ela gostou da maneira dele falar, ritmado, com várias pautas.Queria engolir todas aquelas besteiras importantes, de que um dia iria gostar de contar, e apenas tentar desvendar as intenções da garota.
Não queria bancar o bobo, ou maluco ( pior ainda).Estavam, por sorte, no lugar certo, na hora certa.Ele hesitava, pensando se ela merecia passar por mãos que não buscavam nada, se ela não seria legal o bastante para se poder apreciar ( como as obras de arte), se jogaria seu plano infalível de como nunca mais sofrer logo agora que o havia pensado.Não tinha como descobrir sem descobrir.E foi o que fez, descobriu.
A profundeza daqueles olhos o arrastou.Estava sem âncora.Era o tipo preferido, do garoto que não possuia tipos, preferencialmente.Cabelo meio curto e um ar meio maluco, de quem adora apostar com a vida pra ver quem se diverte mais.Uma doçura incomensurável, que vinha na medida certa e nas horas precisas.Deixava-o assim, num estado de dúvida cruel e graciosa.Seria o seu pé no chão, às vezes; sua ilusão, nas outras vezes, divididas pela metade.Tinha seu apoio e sua rigorosidade, com jeito de gente forte, que sabe o que quer.Via por todo seu corpo a grandeza da vida, uma complexidade que fascina e te faz querer mais.E quis.Dava e não dava medo.Medo de usar palavras muito fortes para coisas que tinham força.Trazia-lhe uma paz, um bem-estar que não tinha nome.Não queriam nome.Só sabiam do carinho e daquele bem-querer.E não precisavam de mais nada.O resto o tempo ia dizer e fazer.
Quando algo bom passa na vida, a gente só diz "Oi!" e aproveita.
Não queria bancar o bobo, ou maluco ( pior ainda).Estavam, por sorte, no lugar certo, na hora certa.Ele hesitava, pensando se ela merecia passar por mãos que não buscavam nada, se ela não seria legal o bastante para se poder apreciar ( como as obras de arte), se jogaria seu plano infalível de como nunca mais sofrer logo agora que o havia pensado.Não tinha como descobrir sem descobrir.E foi o que fez, descobriu.
A profundeza daqueles olhos o arrastou.Estava sem âncora.Era o tipo preferido, do garoto que não possuia tipos, preferencialmente.Cabelo meio curto e um ar meio maluco, de quem adora apostar com a vida pra ver quem se diverte mais.Uma doçura incomensurável, que vinha na medida certa e nas horas precisas.Deixava-o assim, num estado de dúvida cruel e graciosa.Seria o seu pé no chão, às vezes; sua ilusão, nas outras vezes, divididas pela metade.Tinha seu apoio e sua rigorosidade, com jeito de gente forte, que sabe o que quer.Via por todo seu corpo a grandeza da vida, uma complexidade que fascina e te faz querer mais.E quis.Dava e não dava medo.Medo de usar palavras muito fortes para coisas que tinham força.Trazia-lhe uma paz, um bem-estar que não tinha nome.Não queriam nome.Só sabiam do carinho e daquele bem-querer.E não precisavam de mais nada.O resto o tempo ia dizer e fazer.
Quando algo bom passa na vida, a gente só diz "Oi!" e aproveita.
Chegou naquele ambiente tão familar e estranhou alguma coisa.Era o mesmo local que horas antes jantava e via televisão com um amigo.O mesmo onde passou vários e vários dias.Mas sentiu aquele ar rarefeito, uma pressão lhe empurrando pra fora, algo engasgava-lhe e causava-lhe ânsia de vômito.
Precisava tomar um banho, relaxar depois de um dia bem normal.Dias normais davam vontade de acertar alguém na fuça com palavras e perguntas, só pra ver se descobria algo, alguém novo ou interessante.A luz do banheiro só veio pela metade.A primeira lâmpada se foi numa pequena explosão, como se dali fosse prum lugar muito longe, e aquele fosse o último reflexo de sua imponente velocidade.
Qualquer coisa mais fora do normal iria parecer um sinal, uma comprovação de que algo estranho acontecia.Todos estavam fora de seus lugares.A harmonia de sua própria casa estava destruída e havia sido jogada pela janela."Estamos no primeiro andar mesmo, não vai acertar ninguém." Pensava se devia agir, tomar alguma providência...Não era muito de sua conta.Um pouco, talvez.Afinal, vivia por ali também, meio jogado entre a mobília e os eletrodomésticos.Em briga dos outros, o resto não faz alvoroço.
Deixaria o dia acordar e ver o que ia acontecer.Só pedia para não haver teatro, principalmente drama.
Precisava tomar um banho, relaxar depois de um dia bem normal.Dias normais davam vontade de acertar alguém na fuça com palavras e perguntas, só pra ver se descobria algo, alguém novo ou interessante.A luz do banheiro só veio pela metade.A primeira lâmpada se foi numa pequena explosão, como se dali fosse prum lugar muito longe, e aquele fosse o último reflexo de sua imponente velocidade.
Qualquer coisa mais fora do normal iria parecer um sinal, uma comprovação de que algo estranho acontecia.Todos estavam fora de seus lugares.A harmonia de sua própria casa estava destruída e havia sido jogada pela janela."Estamos no primeiro andar mesmo, não vai acertar ninguém." Pensava se devia agir, tomar alguma providência...Não era muito de sua conta.Um pouco, talvez.Afinal, vivia por ali também, meio jogado entre a mobília e os eletrodomésticos.Em briga dos outros, o resto não faz alvoroço.
Deixaria o dia acordar e ver o que ia acontecer.Só pedia para não haver teatro, principalmente drama.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
"Não há formosura realmente bela que não apresente algo de estranho em suas proporções".Nem em sua mente doente.Formosuras tem frescuras que enojam, e ninguém há de endireitar.
Uma vida complicadamente simples.Pois se for simples de verdade não tem muita graça.Era tudo que desejava.Tudo que sonhava, acordado ou não, ia anotando ( isso só fazia acordado).E gostava de compartilhar seus sonhos, seus futuros, com pessoas que achava que fariam alguma diferença em sua vida.Pelo menos naquele momento em que conversavam.
As pessoas vão e vem, sem nem ter um porquê.Mas porque não havia um porquê?Achava que tudo tinha um motivo, e sempre era dos bons.Alguém que passasse assim, de repente em sua frente, tinha que ter passado por um motivo.Ensinar alguma coisa, seja com palavras, dor ou abandono.E ainda mais quando voltavam.Pensava que era como uma prova, tinham voltado pra ver se, realmente, tinha aprendido.Ou apenas relembrar a lição.
É claro que algumas coisas devemos, e só podemos, aprender sozinhos.Mesmo com outros nos avisando, e orientando.Tem uma coisinha teimosa dentro da gente que teima para gente teimar.
Sentia-se naquele momento mais atraído por si mesmo, por seus pensamentos e divagações, do que por qualquer outra pessoa.Realmente poderia viver sozinho.Não.Precisava de alguém para escutar seus planos malucos e o resto vinha como lucro.Precisava de alguém que o estimulasse a pensar e imaginar.Não alguém ali ao seu lado.Mas alguém nas ruas, amigos, amigos de amigos, desconhecidos também.Porque não?
Queria mais arte em sua vida, em suas mãos.Mais mãos em sua arte, em sua vida.Mais vida em sua arte e mãos.
Sem pressa ia.Chegando a algum lugar, sabia.Não havia mais pressa, nem pressão.Não tinha ninguém.Ninguém o tinha.E esse mesmo que visitou Neruda, e o agradou.Agradava ali, ninguém.Com seus papos silenciosos, e sua presença que jamais incomodava.Estava bem acompanhado, com ninguém.
Uma vida complicadamente simples.Pois se for simples de verdade não tem muita graça.Era tudo que desejava.Tudo que sonhava, acordado ou não, ia anotando ( isso só fazia acordado).E gostava de compartilhar seus sonhos, seus futuros, com pessoas que achava que fariam alguma diferença em sua vida.Pelo menos naquele momento em que conversavam.
As pessoas vão e vem, sem nem ter um porquê.Mas porque não havia um porquê?Achava que tudo tinha um motivo, e sempre era dos bons.Alguém que passasse assim, de repente em sua frente, tinha que ter passado por um motivo.Ensinar alguma coisa, seja com palavras, dor ou abandono.E ainda mais quando voltavam.Pensava que era como uma prova, tinham voltado pra ver se, realmente, tinha aprendido.Ou apenas relembrar a lição.
É claro que algumas coisas devemos, e só podemos, aprender sozinhos.Mesmo com outros nos avisando, e orientando.Tem uma coisinha teimosa dentro da gente que teima para gente teimar.
Sentia-se naquele momento mais atraído por si mesmo, por seus pensamentos e divagações, do que por qualquer outra pessoa.Realmente poderia viver sozinho.Não.Precisava de alguém para escutar seus planos malucos e o resto vinha como lucro.Precisava de alguém que o estimulasse a pensar e imaginar.Não alguém ali ao seu lado.Mas alguém nas ruas, amigos, amigos de amigos, desconhecidos também.Porque não?
Queria mais arte em sua vida, em suas mãos.Mais mãos em sua arte, em sua vida.Mais vida em sua arte e mãos.
Sem pressa ia.Chegando a algum lugar, sabia.Não havia mais pressa, nem pressão.Não tinha ninguém.Ninguém o tinha.E esse mesmo que visitou Neruda, e o agradou.Agradava ali, ninguém.Com seus papos silenciosos, e sua presença que jamais incomodava.Estava bem acompanhado, com ninguém.
domingo, 18 de abril de 2010
Um ser tão frágil que se quebraria ao meio num tropicão.Não queria ser tão assim, o extremo de uma fraqueza, mesmo sabendo não ser o extremo.Uma pessoa inconstante.Ora é um, ora é outro.Não sabia quem queria ser, nem quem devia ser.Sempre esteve ali, ao alcance de ambos.Talvez não fosse nem um, nem outro.Tomara que fosse apenas alguém buscando um pão ali, e ainda não tivesse voltado.Sua cabeça não sabia e sabia como agir.Mas de que adianta saber como agir, quando não se consegue agir assim?
Queria ser simples e com atalhos.Queria não ter que sentir, nem chorar.Mas sabia que assim era a vida.Idas e vindas sem voltas.Era possível que tivesse uma personalidade dupla.Não sabia qual era o seu problema.
"Posso ser quem quiser
ser o melhor e o pior
a pessoa certa na hora errada
a pessa errada na hora certa
alguém de quem se lembrará
ou apenas uma sombra.
Já não sei quem sou
me lembro do que fui
e penso no que quero ser
e agora, não vejo nada..."
Talvez uma decepção do que no passado pensei em ser, um borrão sujo e malfeito*, que apenas vaga.Quero vagar, sou divagador, andarilho num mundo de ilusões.O que me é real, acho não ser para o próximo.A morte me vem como solução.Mas será a morte diferente?O bom mesmo era sentir aquele viver.Viver estúpido e dilacerante, vicerando esse pus chamado amor, e sangrando a toda dor.Morrendo é que se vive.Vivendo é que se morre.
Sua melhor saída era essa.Todos tem sua vez, e sua hora havia de chegar.No fim tudo daria certo, como um dia chegou a pensar?E a sair cantando por aí?Porque cantava tanto?Tinha que começar aquelas aulas logo.Aprender algo interessante, se tornar alguém interessante.Torna-se-ia alguém.Tinha que ter o tamanho do oceano, com asas e luzes.E uma música para animar todos.
Era possível que existisse um pouco de palhaço ali, também.Fazia muitos alegres, não agradando a tudo, mas muitos e no fundo, em seu abismo interior, lá perto de sua alma oprimida, morava dona tristeza.Sabia de pouco, apenas de sua ignorância.E nesse pouco saber tinha de sentir - o drama, a vida, a lágrima, o amor.Sentir e tentar mostrar para alguém que valia a pena.
Queria ser simples e com atalhos.Queria não ter que sentir, nem chorar.Mas sabia que assim era a vida.Idas e vindas sem voltas.Era possível que tivesse uma personalidade dupla.Não sabia qual era o seu problema.
"Posso ser quem quiser
ser o melhor e o pior
a pessoa certa na hora errada
a pessa errada na hora certa
alguém de quem se lembrará
ou apenas uma sombra.
Já não sei quem sou
me lembro do que fui
e penso no que quero ser
e agora, não vejo nada..."
Talvez uma decepção do que no passado pensei em ser, um borrão sujo e malfeito*, que apenas vaga.Quero vagar, sou divagador, andarilho num mundo de ilusões.O que me é real, acho não ser para o próximo.A morte me vem como solução.Mas será a morte diferente?O bom mesmo era sentir aquele viver.Viver estúpido e dilacerante, vicerando esse pus chamado amor, e sangrando a toda dor.Morrendo é que se vive.Vivendo é que se morre.
Sua melhor saída era essa.Todos tem sua vez, e sua hora havia de chegar.No fim tudo daria certo, como um dia chegou a pensar?E a sair cantando por aí?Porque cantava tanto?Tinha que começar aquelas aulas logo.Aprender algo interessante, se tornar alguém interessante.Torna-se-ia alguém.Tinha que ter o tamanho do oceano, com asas e luzes.E uma música para animar todos.
Era possível que existisse um pouco de palhaço ali, também.Fazia muitos alegres, não agradando a tudo, mas muitos e no fundo, em seu abismo interior, lá perto de sua alma oprimida, morava dona tristeza.Sabia de pouco, apenas de sua ignorância.E nesse pouco saber tinha de sentir - o drama, a vida, a lágrima, o amor.Sentir e tentar mostrar para alguém que valia a pena.
Assinar:
Postagens (Atom)