Uma noite para lembrete
estouravam em minha cabeça
uns milhões de foguetes
cada um me dizia
qual era sua filosofia
Não queria entender, nem pensar
jamais foi tão sem besteiras
sem cobranças, nem pressão
os dois cabiam nas próprias mãos
Num encontro não combinado
se desencontraram...roubo, furto, ladro!
naquela cabeça cheia de caraminholas
quem seria o mais caraminholado?
...
Em toda sua estupidez e ignorância, jamais tinha deixado passar em sua frente aquela situação.Como pôde não se mover?Em toda sua intactez e imobilidade, uma amiga precisava da verdade, compaixão e sinceridade.Estava ocupado demais se achando melhor, por já ter passado por tudo aquilo, do que ela sofria e chorava.Um choro tímido e contido.Engolido em meio à vodka e limão, sem que houvesse nem ao menos um irmão de bebidas.Uns meses atrás ainda chorava e sentia aquela mesma dor.Via fantasmas e assombrações.De um dia pro outro teve um plano que lhe salvou.Não o plano em si, mas a ideia nele imbutida.Imperceptível aos olhos do idealizador.Foi um se apegar, não se apegando; um não-tentar, tentando; um criar, mesmo que do nada, recriando toda a coragem que lhe havia sido roubada.Haviam, antes, sentimentos de fato.E oprimidos e destruídos por aquela mesma dor que sua amiga, ali, sentia e fingia tentar não sentir.Ele tinha passado por um caminho, um atalho, mas como passá-lo para os outros?Era uma das coisas que não tinha jeito.Você precisa cometer seu próprio erro, para que chegasse ao acerto.E no fundo, talvez, não fosse a hora de ajudá-la.Era como quando não se levanta a criança birrenta, para que aprenda a não chorar ao cair.
...
Mais um dia e veria sua grande esperança.Gostava como seu cabelo fazia uma curva abaixo da orelha, e como quanto era grande os olhares se cruzando, e de sua pele que ainda não havia aprendido como tocar.Existia essa preocupação, que era desimportante.Ia e vinha, não voltava mais.Como, quando, tem que ter um porquê?Aí passava e era maravilhoso esse esquecer.Deixava-o nesse estado natural.Seu jeito de ser posto à prova.Às vezes, sentia-se mais idiota que os outros, ao fazer suas gracinhas para ela.Mas não ligava, passava.E um sorriso doce era o que recebia por ter sido tão idiota.Talvez assim a deixasse mais confortável.Não queria que ela fosse embora...Tomara que demore bastante.Mas também nunca iria lhe roubar para o seu bel prazer.Gostava daquela liberdade e amizade.Da simplicidade com que as coisas iam.Do caminho para algo bem melhor, sem nome, que existia ali.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Olhos selvagens e doces
que me atraem, olhos de Capitulina
que se esvaem, chuva de cajuína
vaga-lumes chamando estrelas
cantando misteriosamente
sem vergonha, sem rumo, sem traço
deixando a guarda dos tolos sem dente
gotas doces escorrendo por aí
por todo teu corpo, que me assombra
por tua boca que eu desejo
e não penso mais no que vejo
não há maior tensão que possa percorrer
por toda eternidade o meu ser
o bater frenético que me abala
fere a fogo todo o meu carma.
sem saber o que sentir
só minha vida errante há de cumprir
um destino que ainda se revelará
sem um minuto exitar.
que me atraem, olhos de Capitulina
que se esvaem, chuva de cajuína
vaga-lumes chamando estrelas
cantando misteriosamente
sem vergonha, sem rumo, sem traço
deixando a guarda dos tolos sem dente
gotas doces escorrendo por aí
por todo teu corpo, que me assombra
por tua boca que eu desejo
e não penso mais no que vejo
não há maior tensão que possa percorrer
por toda eternidade o meu ser
o bater frenético que me abala
fere a fogo todo o meu carma.
sem saber o que sentir
só minha vida errante há de cumprir
um destino que ainda se revelará
sem um minuto exitar.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Nunca se verá abatido
aquele que não se quer abater.
Não se verá deprimido
quem não deprimido quer ser.
Estamos sempre no controle
até deixarmos ser levados
seja por uma incontrolável vontade
de sermos mais alguém, mais um
seja por nosso teatro diário.
Não sentirá rancor
sentimento que mata
aquele que preferir sentir amor
Não será capaz de mentir
aquele que busca pela verdade
embora por caminhos tortos
essa tal dona verdade se entorte
Não saberá sentir o amor
o cansado, desesperançoso
desembaraçado e estapeado
descrente e sem mente
uma pessoa meio doente
Só sente o amor quem está preparado
aquele que não se quer abater.
Não se verá deprimido
quem não deprimido quer ser.
Estamos sempre no controle
até deixarmos ser levados
seja por uma incontrolável vontade
de sermos mais alguém, mais um
seja por nosso teatro diário.
Não sentirá rancor
sentimento que mata
aquele que preferir sentir amor
Não será capaz de mentir
aquele que busca pela verdade
embora por caminhos tortos
essa tal dona verdade se entorte
Não saberá sentir o amor
o cansado, desesperançoso
desembaraçado e estapeado
descrente e sem mente
uma pessoa meio doente
Só sente o amor quem está preparado
domingo, 4 de abril de 2010
Tudo demais é veneno.Já dizia minha mãe, que dizia que dizia minha vó, que lhe disse a bisa e por aí vai.Descobri que tenho tendências a vícios.Não por experiência própria, ainda bem.Mas por fatos que se entrecruzam e você acaba se vendo naquelas situações.
Era uma semana de espetáculos, e alguma entidade com poderes sobre coisas que nunca teremos poder não desejava aquela semana.Chovia sem parar.Durante o dia, quando os mortais só queríamos poder sair para comprar nosso pão de cada dia, e durante a noite, quando os teimosos e incansáveis desejávamos ter uma chance de diversão, liberdade e perdição.Porque só quando nos perdemos é que nos achamos, é quando sabemos onde devíamos ter ido e ter parado.Mas o espetáculo tinha de continuar, com arrumadinhos e improvisos para que todos pudessem rir um pouco.E eis que surge uma menina por volta de seus 20 anos, discreta o bastante para ser notada apenas pelos mais atentos, bela o bastante para que despertasse nos rapazes um interesse inicial, inocente na medida e descrente na juventude mais nova que ela mesma.
A fila já alcançava uns 50 metros, não haviam mais ingressos.Ela, mais por alguma esperança do que por alguma malandragem, vai até a cabeça daquela maldita linha tentar falar com alguém para saber o que acontecia.Nada.Silêncio das pessoas que todos odiavam e odiavam a todos.Um quase motim se inicia, a sede das pessoas por arte e entretenimento crescera durante a paciente espera e os transformara em animais.A garota acha um conhecido em meio àquela transformação.Não tinha nada a perder, afinal estava sem ingresso e sua sede crescia.Ele possuia apenas o próprio.Mas havia preguiça e cuidado em uma das mães com seus filhos na linha, que doou 4 ingressos para a mulher à frente que só precisava de um.Conseguiram entrar.
Foi o que de melhor podiam ter feito.Aprensentação marcante na vida de todos que presenciaram.O que os deixaria com fome e empolgados para não voltar para casa imediatamente.
Ele conheceu uma outra pessoa que jamais pensou existir ali, naquele mesmo corpo.Tinham muito que compartilhar e experiências comuns.Conversaram eternamente, como tem de ser na cabeça das pessoas que têm boas conversas.E ela lhe mostrou que eram pessoas meio compulsivas em ter vícios.Não qualquer e comum vício, como drogas.Mas vícios que lhes tornavam, de alguma maneira, semelhantes.Pessoas, chocolate, café, amores, obsessões.Novidades, palavras, arte, reclamações.Mas claro, naquela idade sabiam se controlar e não deixar que se tornassem excessos os vícios que os limitavam.
E prestariam mais atenção em filas e coisas ordinárias da vida, vai que se acha alguém com quem se estreitar laços e carregar um pouco de si, e roubar um pouco dessa pessoa.
Era uma semana de espetáculos, e alguma entidade com poderes sobre coisas que nunca teremos poder não desejava aquela semana.Chovia sem parar.Durante o dia, quando os mortais só queríamos poder sair para comprar nosso pão de cada dia, e durante a noite, quando os teimosos e incansáveis desejávamos ter uma chance de diversão, liberdade e perdição.Porque só quando nos perdemos é que nos achamos, é quando sabemos onde devíamos ter ido e ter parado.Mas o espetáculo tinha de continuar, com arrumadinhos e improvisos para que todos pudessem rir um pouco.E eis que surge uma menina por volta de seus 20 anos, discreta o bastante para ser notada apenas pelos mais atentos, bela o bastante para que despertasse nos rapazes um interesse inicial, inocente na medida e descrente na juventude mais nova que ela mesma.
A fila já alcançava uns 50 metros, não haviam mais ingressos.Ela, mais por alguma esperança do que por alguma malandragem, vai até a cabeça daquela maldita linha tentar falar com alguém para saber o que acontecia.Nada.Silêncio das pessoas que todos odiavam e odiavam a todos.Um quase motim se inicia, a sede das pessoas por arte e entretenimento crescera durante a paciente espera e os transformara em animais.A garota acha um conhecido em meio àquela transformação.Não tinha nada a perder, afinal estava sem ingresso e sua sede crescia.Ele possuia apenas o próprio.Mas havia preguiça e cuidado em uma das mães com seus filhos na linha, que doou 4 ingressos para a mulher à frente que só precisava de um.Conseguiram entrar.
Foi o que de melhor podiam ter feito.Aprensentação marcante na vida de todos que presenciaram.O que os deixaria com fome e empolgados para não voltar para casa imediatamente.
Ele conheceu uma outra pessoa que jamais pensou existir ali, naquele mesmo corpo.Tinham muito que compartilhar e experiências comuns.Conversaram eternamente, como tem de ser na cabeça das pessoas que têm boas conversas.E ela lhe mostrou que eram pessoas meio compulsivas em ter vícios.Não qualquer e comum vício, como drogas.Mas vícios que lhes tornavam, de alguma maneira, semelhantes.Pessoas, chocolate, café, amores, obsessões.Novidades, palavras, arte, reclamações.Mas claro, naquela idade sabiam se controlar e não deixar que se tornassem excessos os vícios que os limitavam.
E prestariam mais atenção em filas e coisas ordinárias da vida, vai que se acha alguém com quem se estreitar laços e carregar um pouco de si, e roubar um pouco dessa pessoa.
terça-feira, 16 de março de 2010
detalhes
Como saber se realmente conhecemos alguém?Além, é claro, da minha teoria de que só é possível conhecer alguém após, no mínimo, 5 anos?Tentando me conhecer acabei descobrindo como as outras pessoas poderiam me conhecer e descobri que são os detalhes que fazem a diferença.
Existem pessoas que são sacanas, pessoas que fazem piadas, pessoas que sentem fome o tempo todo, pessoas "uhuuul!", pessoas que não conseguem ficar paradas...Enfim, cada um com sua própria mania, algo muito próprio que define e nos dá uma certa personalidade.A minha mania era cantar.Era, porque o eu do passado cantava mesmo que inconscientemente, e o eu do presente nem consegue se lembrar de música alguma.
Quando percebi era meio tarde, fui totalmente abalado pelos meus sentimentos e sonhos, e idealizações.Andava estressado, mal-humorado, meio brocochô, e só sentia essa agonia em meu peito o tempo todo.Mas foi quando percebi que não cantei no banho que a coisa veio à tona.
Porque eu não estava cantando e dançando em um de meus animados banhos, dos quais minha família reclamava, e as visitas riam.Passei o banho todo com meu botão, pra ser mais específico meu umbigo, pensando e divagando sobre coisas que não deviam me pertubar.Mulheres, é claro.
Gostava e não gostava, queria e não queria, sabia e não sabia, tanto fez, tanto fazia.Tudo que me preocupava era se aquela garota estava brincandoro, jogando o joguinho do amor.O bom de ter percebido qual era o meu detalhe foi que pude tomar alguma atitude.Quando se sabe que há algo errado com você, logo em umas das melhores fases da vida, você logo supera qualquer coisa e arranja um plano maluco inspirado em algo que você viu na televisão.E pronto!A vida continua bela cheia de canções.
Existem pessoas que são sacanas, pessoas que fazem piadas, pessoas que sentem fome o tempo todo, pessoas "uhuuul!", pessoas que não conseguem ficar paradas...Enfim, cada um com sua própria mania, algo muito próprio que define e nos dá uma certa personalidade.A minha mania era cantar.Era, porque o eu do passado cantava mesmo que inconscientemente, e o eu do presente nem consegue se lembrar de música alguma.
Quando percebi era meio tarde, fui totalmente abalado pelos meus sentimentos e sonhos, e idealizações.Andava estressado, mal-humorado, meio brocochô, e só sentia essa agonia em meu peito o tempo todo.Mas foi quando percebi que não cantei no banho que a coisa veio à tona.
Porque eu não estava cantando e dançando em um de meus animados banhos, dos quais minha família reclamava, e as visitas riam.Passei o banho todo com meu botão, pra ser mais específico meu umbigo, pensando e divagando sobre coisas que não deviam me pertubar.Mulheres, é claro.
Gostava e não gostava, queria e não queria, sabia e não sabia, tanto fez, tanto fazia.Tudo que me preocupava era se aquela garota estava brincandoro, jogando o joguinho do amor.O bom de ter percebido qual era o meu detalhe foi que pude tomar alguma atitude.Quando se sabe que há algo errado com você, logo em umas das melhores fases da vida, você logo supera qualquer coisa e arranja um plano maluco inspirado em algo que você viu na televisão.E pronto!A vida continua bela cheia de canções.
domingo, 14 de março de 2010
Num passe de mágica toda a beleza do mundo se esvaiu.Não aguento mais as pessoas que me faziam mais felizes.Minha mãe estava certa, estou meio esquisito.Mães tem essas coisas de saber antes de nós mesmos as coisas mais pertubadoras, nos avisando como quem não quer nada que está ali à disposição.
Quando eu tinha uns 15 anos aconteceu uma dessas adivinhações.Eu estava em meu primeiro namoro, coisa boba, nada demais.Era uma criança feliz, cheio de sonhos e coisas que queria fazer, sem muitas preocupações e sem medo.E quando se namora pela primeira vez é quando se leva o primeiro pé na bunda.Eu nunca tinha imaginado como seria ruim, e sim, doloroso.Foi minha primeira paixão.
Acho que quanto mais novos, mais achamos que enganamos nossos pais.Mas é claro que nossos pais sabem disso e abusam desse poder recebidos pelas suas pessoas do passado.Embora queiram nos proteger e salvar do mundo não podem, ninguém pode.Nem nós mesmos.Fingi que estava tudo bem, me esforcei ao máximo.Usei de toda minha habilidade cênica e dissimuladora, mas desde o primeiro dia ela sabia.
Acho que mesmo daqui a uns 10 anos, ainda não a irei escutar e nada vai mudar.É o ciclo da vida dos pais e filhos.Temos que cometer nossos próprios erros para podermos aprender na prática.E ela sabe algo que não sei, e que não irei perguntar porque não adiantará de nada.
Quando eu tinha uns 15 anos aconteceu uma dessas adivinhações.Eu estava em meu primeiro namoro, coisa boba, nada demais.Era uma criança feliz, cheio de sonhos e coisas que queria fazer, sem muitas preocupações e sem medo.E quando se namora pela primeira vez é quando se leva o primeiro pé na bunda.Eu nunca tinha imaginado como seria ruim, e sim, doloroso.Foi minha primeira paixão.
Acho que quanto mais novos, mais achamos que enganamos nossos pais.Mas é claro que nossos pais sabem disso e abusam desse poder recebidos pelas suas pessoas do passado.Embora queiram nos proteger e salvar do mundo não podem, ninguém pode.Nem nós mesmos.Fingi que estava tudo bem, me esforcei ao máximo.Usei de toda minha habilidade cênica e dissimuladora, mas desde o primeiro dia ela sabia.
Acho que mesmo daqui a uns 10 anos, ainda não a irei escutar e nada vai mudar.É o ciclo da vida dos pais e filhos.Temos que cometer nossos próprios erros para podermos aprender na prática.E ela sabe algo que não sei, e que não irei perguntar porque não adiantará de nada.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Existem sonhos que se repetem com alguma frequência durante a vida.Às vezes param, às vezes não, é algo que não dá para prever e ter qualquer tipo de certeza.Eles vêm com algumas mudanças, com atualizações de nossas vidas para que não fiquem tão chatos...
"...Um agente secreto tirando merecidas férias num lendário cruzeiro.Havia tempos que não relaxava e esquecia o trabalho.Depois de uma longa jornada para impedir um grande atentado de morte que desestabilizaria a política mundial seu chefe o concedeu o direito de passar um tempo com sua maravilhosa parceira..."
Esse meu sonho era mais ou menos assim.Nem sempre existia uma parceira, e nem sei ao certo se voltava de uma missão do caramba - sonhos são muito confusos quando não se dorme à noite e os deixa para o dia - ou se era realmente um agente.O que eu sabia é estava lá nesse barcão.
"...Haviam pessoas armadas, afinal era um porta aviões da Marinha americana.Andava sorrateiramente em busca de meu amor.Havia estudado e decorado a planta daquele barquinho sem vergonha.Só existiam dois lugares possíveis para deixar os prisioneiros: o convés ou a masmorra, embora fosse um modelo super moderno de embarcação..."
Meus sonhos sempre misturavam tudo que tinham direito.O que eu achava bom, porque na hora de contar eu podia escolher uma das opções e contar de diferentes maneiras para diferentes pessoas, sem é claro mencionar que era um sonho, e levando todo o crédito para minha criatividade.
"...Depois de desfarçado e garantido o acesso a qualquer lugar do navio (nem me perguntem como) achei minha linda morena latina-americana de quem tanto senti falta.Estava em seu vestido vermelho que a deixava tão sexy, e sorria docemente como sempre.Saímos perto da piscina com janelas, onde nos sentíamos mergulhando no mais profundo dos oceanos.Quando do nada, todos começavam a correr, o barco começava a afundar.Corri com ela até o ponto mais alto e o helicóptero ativado pelo meu relógio já estava á vista.Tudo saiu bem..."
Cara, sonhos malucos me deixam muito animado ao acordar.
"...Um agente secreto tirando merecidas férias num lendário cruzeiro.Havia tempos que não relaxava e esquecia o trabalho.Depois de uma longa jornada para impedir um grande atentado de morte que desestabilizaria a política mundial seu chefe o concedeu o direito de passar um tempo com sua maravilhosa parceira..."
Esse meu sonho era mais ou menos assim.Nem sempre existia uma parceira, e nem sei ao certo se voltava de uma missão do caramba - sonhos são muito confusos quando não se dorme à noite e os deixa para o dia - ou se era realmente um agente.O que eu sabia é estava lá nesse barcão.
"...Haviam pessoas armadas, afinal era um porta aviões da Marinha americana.Andava sorrateiramente em busca de meu amor.Havia estudado e decorado a planta daquele barquinho sem vergonha.Só existiam dois lugares possíveis para deixar os prisioneiros: o convés ou a masmorra, embora fosse um modelo super moderno de embarcação..."
Meus sonhos sempre misturavam tudo que tinham direito.O que eu achava bom, porque na hora de contar eu podia escolher uma das opções e contar de diferentes maneiras para diferentes pessoas, sem é claro mencionar que era um sonho, e levando todo o crédito para minha criatividade.
"...Depois de desfarçado e garantido o acesso a qualquer lugar do navio (nem me perguntem como) achei minha linda morena latina-americana de quem tanto senti falta.Estava em seu vestido vermelho que a deixava tão sexy, e sorria docemente como sempre.Saímos perto da piscina com janelas, onde nos sentíamos mergulhando no mais profundo dos oceanos.Quando do nada, todos começavam a correr, o barco começava a afundar.Corri com ela até o ponto mais alto e o helicóptero ativado pelo meu relógio já estava á vista.Tudo saiu bem..."
Cara, sonhos malucos me deixam muito animado ao acordar.
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