sem suportar mais o acelerador da paixão o peito arde sem
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
o que é a vida se não mudanças?
o que é a vida se não mudanças? em eternas revoluções sem fim nos encontramos desde que nascemos até o último suspiro. A vida nos faz mudar de lados e querer experimentar coisas, conhecer lugares, absorver pessoas. Cada mínimo fato que passa por nós é algo que nos influencia e nos transforma. Sou o que sou até que algo me mude.
Quanto mais tempo temos de vida acho que fica mais difícil absorver certas coisas. Talvez por nos gabarmos de alguma especialização e nos fecharmos para outras coisas, talvez por medo do desconhecido e por conta da idade avançada não conseguirmos nos lavantar de novo. O caso que vos conto ainda não é acabado, pois a vida desse sujeito está longe de acabar...
Quanto mais tempo temos de vida acho que fica mais difícil absorver certas coisas. Talvez por nos gabarmos de alguma especialização e nos fecharmos para outras coisas, talvez por medo do desconhecido e por conta da idade avançada não conseguirmos nos lavantar de novo. O caso que vos conto ainda não é acabado, pois a vida desse sujeito está longe de acabar...
...
" Nunca pensei até os meus 13 anos, eu acho. Ao menos não que eu me lembre. É claro que ia bem na escola, tirava boas notas, mas pensar sobre a vida, sobre o que me cerca, sobre as pessoas, os efeitos que eu podia causar e que elas me causavam. Isso, nunca tinha pensado. Não sabia o que era sentir, seja lá o que for, amor, ódio, carinho, amizade. Apenas ia, como que carregado pelo vento e pelos outros, alguém sem muita vontade (pelo que vejo hoje). Algo que me mudou foi uma vontade que cresceu, meio que da inveja, meio que da admiração pelo amor que eu comecei a enxergar. Em novelas, livros, filmes, todos tinham alguém, alguém para poder contar, alguém parceiro que lhe salvava de alguma forma da auto-destruição, alguém que mudasse para sempre o modo de ver a vida. E como achei aquilo bonito. Então pedi, pedi, pedi e esperei. E aí comecei a pensar e reparar, achei minha primeira namorada. Por meio do ciúme reparei que sentia algo diferente. Mas eu quis ser muito dos filmes. Exagerei, chorei demais, sofri por besteiras, e achei que aos 14 anos eu iria decidir tudo que pudesse sobre tudo na minha vida. Hoje, rio de tudo, na época apenas tentei me matar aos poucos, ou rapidamente.
Um final trágico para um relacionamento esquisito, mas foi bom para aprender. Arrependimento passa longe do meu vocabulário. Aí ainda não sabia de nada. Pouco tempo depois me joguei numa ótima oportunidade. Alguém que chorou por mim, por eu ter desmaiado ridiculamente por um problema de hipoglicemia junto com falta de comida, me pareceu alguém que pudesse dar certo. Não deu, me agarrei à alguém cedo demais, antes de ter esquecido totalmente meu amor descontrolado. Peço desculpas!
Depois uma fase de tempestades e ventania. Procurava alguém e não achava, achar e não querer, queriam e não quis, vagabundei, mas nunca tive muita vocação para isso. Eu sou como chamam, um romântico, alguém que acredita nessa força que tanto procurei, o amor. Quando menos esperei achei alguém que pareceu me querer. Talvez ainda eu não soubesse sentir... Me baseava no possível amor que alguém pudesse sentir por mim. Mas nem isso era dessa vez. Era apenas uma vontade que passou, assim como passa qualquer outra coisa na vida. Ainda bem, eu estava começando a tomar cuidado, a não me precipitar e dizer o que achava que sentia, a começar a diferenciar meus sentimentos.
Mas ainda cometeria algumas besteiras. E veio mais uma fase de pertubação e essa seca demorou mais ainda. Reparei que o que eu gostava era conhecer alguém de verdade, descobrir junto de alguém a vida, desvendar os segredos e saber o que alguém precisa. Gostava sempre de me fazer de prestativo, de ajudar. E talvez assim, eu achasse que ajudava.
Até que desejei sem poder, me desejaram. E de alguma forma foi mágico. Mas ainda não era o derradeiro. Entreguei-me e fui dispensado, chorei e fiquei amargurado. Sofri por tempos e superei. Senti raiva, traição e tudo de ruim. Hoje, rio.
Aprendi muitas coisas, aprendi principalmente a não desperdiçar uma oportunidade de amar e me entregar. Mesmo que não fosse algo assim. Disperdicei pessoas maravilhosas que fariam muito por mim, que me fariam feliz. Ainda bem que aprendi. Conheci mais 2 pessoas que me marcariam. Com uma aprendi a controlar meu lado ruim, a expor minha raiva, sentir a raiva. Eu era muito bonzinho, sempre deixava de lado o que pudesse me fazer mal ou pudesse causar um mal estar. Obrigado. Depois aprendi a ser eu mesmo mais do que nunca, talvez antes eu fosse eu mesmo, mas deixava alguns passarem por mim. E aprendi que sou eu, sendo bom, ou ruim, eu estava no controle finalmente. Obrigado. Algumas dessas pessoas que passaram por minha vida, já não falo, algumas apenas sorrio, outras ainda tenho carinho e converso sobre a vida. Tento ser meio assim, revolucionário, liberto, de cabeça aberta, batalho pelo amor.
Ultimamente, estou amando e nunca estive tão feliz. Nunca senti tanto essa força e nunca antes soube dar tanto valor. Nunca tive tanto medo, e nunca quis tanto que tudo fosse mais fácil. Depois de tudo, e tantas decepções eu sinto ainda algo diferente, e após muito tempo. Algo tão valioso que finalmente encontrei, desde minha infância. Acho que finalmente achei o amor."
...
Queremos sempre mudar e mudar com alguém. Mudar sem ter que ir ou vir, mudar ali ou lá. Quero que tudo mude e meu amor mude junto a ti.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
palavras
Assim assado, assim simplesmente. Como é estranho tentar escrever alguma palavras tão bestas, às vezes. Talvez o que seja tão simples e natural, algumas vezes, pareça simples e natural demais. As palavras caindo pelo canto da boca pareciam não surtir o mesmo efeito se fossem duvidosas na hora de expeli-las.
Na hora de falar, imagina, de escrever as soletra e quando sonha ela os envolve. As palavras que lhe explodem a boca, pedindo licença para sair. Palavras de amor e verdade, sinceras e duras, broncas e chulas, espertas, astutas...As busca de forma, às vezes, controlada quando quer dizer claramente o que pensa. E descontrolodas, como uma lavagem cerebral, um fluxo de sua consciência, quando quer dizer o que pensa claramente.
No fim, diz sempre aquilo que quer dizer, sem medo. Não há um porquê do medo. O medo se foi há algum tempo atrás, quando o que ouviu foi um "talvez", "outras prioridades" e sobre outros quaisquer que já nem faz sentido saber, só os restam ser esquecidos.
É ótimo não ter que se preocupar com o que ter que dizer e apenas dizer aquilo que se quer. Sem hora, nem enrola, dizer te amo bem agora, sem choro nem conversa, apenas bater na porta e ir sem pressa. À vida celebrar e comemorar com palavras para marcar e jamais esquecer. Te daria um dicionário inteiro para apenas dizer que minhas palavras buscam você. Um palavrório sem precedentes para te encher de presentes, epopéias, odes, hinos, sonetos, tragédias e comédias...
Na hora de falar, imagina, de escrever as soletra e quando sonha ela os envolve. As palavras que lhe explodem a boca, pedindo licença para sair. Palavras de amor e verdade, sinceras e duras, broncas e chulas, espertas, astutas...As busca de forma, às vezes, controlada quando quer dizer claramente o que pensa. E descontrolodas, como uma lavagem cerebral, um fluxo de sua consciência, quando quer dizer o que pensa claramente.
No fim, diz sempre aquilo que quer dizer, sem medo. Não há um porquê do medo. O medo se foi há algum tempo atrás, quando o que ouviu foi um "talvez", "outras prioridades" e sobre outros quaisquer que já nem faz sentido saber, só os restam ser esquecidos.
É ótimo não ter que se preocupar com o que ter que dizer e apenas dizer aquilo que se quer. Sem hora, nem enrola, dizer te amo bem agora, sem choro nem conversa, apenas bater na porta e ir sem pressa. À vida celebrar e comemorar com palavras para marcar e jamais esquecer. Te daria um dicionário inteiro para apenas dizer que minhas palavras buscam você. Um palavrório sem precedentes para te encher de presentes, epopéias, odes, hinos, sonetos, tragédias e comédias...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Como nascer de novo. Uma chama nova se acendeu e cresceu dentro daquele fogão usado. O tempo passava e parecia que cada vez as coisas se complicavam. De repente, como um explodir, uma clareira se abriu em meio àquele bar sujo e lotado de baratas. Talvez jamais estivesse em uma melhor situação consigo mesmo. Conversava por horas consigo mesmo e resolvia todas as pendências e discussões. E com aquela explosão soube que o tempo havia chegado.
Não, não era uma paixão à primeira vista, ou algo assim que nos filmes parecem muito artificiais. Naturalmente se atraiu e gostou daquela garota. Ela tinha algo de uma liberdade, um charme e um sorriso que lhe contagiou. Estava ali apenas pela possibilidade de poder beber um pouco de cerveja e acabou se divertindo. Criou expectativas e começou a imaginar se ela também o queria.
O que incrivelmente aconteceu.
Não que não fosse bonito e atraente, o era de certa forma. Encontravam-ve em momentos ideais um para o outro, essa era a verdade. Ela não tinha nada a perder e ele achou, naquela figura, uma certa vontade de amar, uma esperança, uma forma de ser feliz. Talvez não existisse a certeza, mas quando se sente algo assim não é bom apenas ignorar.
Ela era um pouco do que ele procurava. Vários sinais na pele, sorriso inocente e doce, olhos curiosos, cabelos escondidos e mãos que lhe chamavam. Tudo o chamava. Controlou-se para que nada desse errado, e deu certo.
Como seria feliz por aquele dia...
Não, não era uma paixão à primeira vista, ou algo assim que nos filmes parecem muito artificiais. Naturalmente se atraiu e gostou daquela garota. Ela tinha algo de uma liberdade, um charme e um sorriso que lhe contagiou. Estava ali apenas pela possibilidade de poder beber um pouco de cerveja e acabou se divertindo. Criou expectativas e começou a imaginar se ela também o queria.
O que incrivelmente aconteceu.
Não que não fosse bonito e atraente, o era de certa forma. Encontravam-ve em momentos ideais um para o outro, essa era a verdade. Ela não tinha nada a perder e ele achou, naquela figura, uma certa vontade de amar, uma esperança, uma forma de ser feliz. Talvez não existisse a certeza, mas quando se sente algo assim não é bom apenas ignorar.
Ela era um pouco do que ele procurava. Vários sinais na pele, sorriso inocente e doce, olhos curiosos, cabelos escondidos e mãos que lhe chamavam. Tudo o chamava. Controlou-se para que nada desse errado, e deu certo.
Como seria feliz por aquele dia...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
como?
Como ter certeza do que realmente se quer? Ideias vem e vão, como quem não querem nada. Desejos, o tempo os mata. Vontade dá e passa. Não sei realmente o que devo pensar e sentir, jogar tudo para o alto e ir por ali. Não sei o que devo querer, ser alguém grande é o que sei sonhar. Qual o caminho mais complicado e estreito para se chegar ao longe? Provavelmente é esse que eu vou escolher.
Toda complexidade é bem vinda e analisada. De uns tempos para cá me tornei uma espécie de doutor. Aquele que olha e analisa e avisa. Pena que não tenho especialização, se não talvez o coração. E meus conselhos de nada me servem. Um cabeça dura, coração mole, de curta unha e bolebole. Embora não saiba o que me cabe, aprendi a achar que sei. Para quem antes era cego, pouca luz já ajuda. Não se iluda. Não sou tão certo e confiante assim. O pouco que sei de mim deve dar para aprender em alguns anos. 5 anos talvez.
Tive medo de mostrar, de me repreenderem. Só o que digo é "foda-se"! Talvez nunca tenha me aceitado tão bem e permanecido bem com isso. Minhas ideias valem algo. Sou meio mago, meio objeto. Metamorfose, metamorfoseador. Quando uma parte quer, a outra dorme, e ao acordar logo se perde.
Um quebra cabeça longe da metade...
Toda complexidade é bem vinda e analisada. De uns tempos para cá me tornei uma espécie de doutor. Aquele que olha e analisa e avisa. Pena que não tenho especialização, se não talvez o coração. E meus conselhos de nada me servem. Um cabeça dura, coração mole, de curta unha e bolebole. Embora não saiba o que me cabe, aprendi a achar que sei. Para quem antes era cego, pouca luz já ajuda. Não se iluda. Não sou tão certo e confiante assim. O pouco que sei de mim deve dar para aprender em alguns anos. 5 anos talvez.
Tive medo de mostrar, de me repreenderem. Só o que digo é "foda-se"! Talvez nunca tenha me aceitado tão bem e permanecido bem com isso. Minhas ideias valem algo. Sou meio mago, meio objeto. Metamorfose, metamorfoseador. Quando uma parte quer, a outra dorme, e ao acordar logo se perde.
Um quebra cabeça longe da metade...
sábado, 15 de maio de 2010
Sua leviandade era seu lema. Esforçava-se para não querer pensar demais, nem se importar demais. Respirava a tensão como se fosse a última, devorador de emoções. Só buscava sentir.
Queria de novo morrer de viver. Bastava-lhe sua própria complexidade, e por uns minutos discutiria a de mais alguém, poucos minutos.
Queria que lhe rasgassem, que lhe mordessem a pele até arrancar, que lhe puxassem e implorassem por um segundo. Um segundo e meio de amor que se multiplicariam, tornando-se vício.
Um desespero sem pressa, nem medo. Desespero que era assim mesmo apenas no nome. Interno e comedido, calmo e esperançoso. Era como algo leal que balançava o rabo e levantava as orelhas sempre que sentia aquele cheiro, e escutava aquela voz. Um cachorro que morava ali dentro e aguardava o retorno de seu dono. Não havia nenhum dono, dono algum o queria.
...
Uma solidão eterna o preenchia. Afogava-se naquele penar por si mesmo. Ou era apenas uma vontade de conversar que o arrebatia toda vez que se encontrava sozinho. Silêncio era algo contra suas regras. Rastejava por alguma aventura, ou simplesmente uma não inércia. Não sabia por que, mas chorava. Pensava quando iria deixar de ser pouco e ser muito. Precisava de um grande feito.
Gostava quando precisavam dele. Podia fazer a diferença para alguém, e assim pegar o jeito pra mudar o mundo. Mas se precisassem em excesso causava-lhe ânsia de vômito. Como ia mudar o mundo, onde as pessoas precisam demais, se não sabia lidar com essa fome de ajuda?
Então, sentaria-se em qualquer canto e pensaria, preocuparia-se, e não seria leviano. Nada haveria de mudar naquele ser que não sabia nada mais, além de ser quem se é. Não entendia como conseguia entender as coisas e explicar, sem mesmo entender. Que a vida era complexa, ele sabia. Sabia que tudo era complicado quando não se trata de nós mesmos.
Foi e se sentou, preocupou e pensou.
Queria de novo morrer de viver. Bastava-lhe sua própria complexidade, e por uns minutos discutiria a de mais alguém, poucos minutos.
Queria que lhe rasgassem, que lhe mordessem a pele até arrancar, que lhe puxassem e implorassem por um segundo. Um segundo e meio de amor que se multiplicariam, tornando-se vício.
Um desespero sem pressa, nem medo. Desespero que era assim mesmo apenas no nome. Interno e comedido, calmo e esperançoso. Era como algo leal que balançava o rabo e levantava as orelhas sempre que sentia aquele cheiro, e escutava aquela voz. Um cachorro que morava ali dentro e aguardava o retorno de seu dono. Não havia nenhum dono, dono algum o queria.
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Uma solidão eterna o preenchia. Afogava-se naquele penar por si mesmo. Ou era apenas uma vontade de conversar que o arrebatia toda vez que se encontrava sozinho. Silêncio era algo contra suas regras. Rastejava por alguma aventura, ou simplesmente uma não inércia. Não sabia por que, mas chorava. Pensava quando iria deixar de ser pouco e ser muito. Precisava de um grande feito.
Gostava quando precisavam dele. Podia fazer a diferença para alguém, e assim pegar o jeito pra mudar o mundo. Mas se precisassem em excesso causava-lhe ânsia de vômito. Como ia mudar o mundo, onde as pessoas precisam demais, se não sabia lidar com essa fome de ajuda?
Então, sentaria-se em qualquer canto e pensaria, preocuparia-se, e não seria leviano. Nada haveria de mudar naquele ser que não sabia nada mais, além de ser quem se é. Não entendia como conseguia entender as coisas e explicar, sem mesmo entender. Que a vida era complexa, ele sabia. Sabia que tudo era complicado quando não se trata de nós mesmos.
Foi e se sentou, preocupou e pensou.
sábado, 1 de maio de 2010
Bateu a cabeça.Aquela dor aliviava todo o resto.Bateu mais uma vez.Não pensava em mais nada além da agudez daquela dor profunda e efêmera.Dessa vez mais forte.Todas suas mentiras tornavam-se passado, tornavam-se menos importantes, sentia-se alguém mais real.Em sequência foram umas três vezes, sentiu algo escorrer.Era quente e queimava.A melhor assepsia que podia realizar naquele momento, manter sua cabeça longe de toda aquela imundice que o matava aos poucos.Não tinha mais força.Tudo que há pouco pareceu uma grande solução voltou-se contra ele.Estava enojado por si mesmo.Como podia ser tão babaca, ao ponto de achar que as coisas se resolveriam assim.
Não havia nada para resolver.Não sabia se era aquele tédio que o matava e o fazia pensar asneiras, ou seu não contentamento consigo mesmo.Como estava difícil se manter constante naqueles dias.Não saberia mais se definir, dizer quem era.Talvez nunca o tenha ficado sabendo, e fosse daquele jeito mesmo.Complicado e inconstante.
Via as coisas diferentemente.Uns meses atrás era alguém que falaria de coisas que não se deve, e estragaria tudo, deixando escapar seus reais sentimentos, ou quem sabe apenas era um costume que tinha : sentir-se daquele modo.Agora queria se divertir, ter conversas interessantes, e ser incrível.Não se deixaria abalar por nada e ninguém.Achara o equilíbrio que todos deveriam achar.
O sangue parava de escorrer quente como o inferno, e congelava anestesiando todo o cérebro.Queria apenas dormir.Sabia que assim, no dia seguinte, tudo teria passado e seria renovado.Suas complicações o cansavam ao extremo.Cansado de sua própria pessoa, estava na hora de ir embora.Entrou em seu bolso e lá descansaria.Jogaria o resto no travesseiro e quando acordasse arrumaria a bagunça.Tudo estava em paz.A paz talvez lhe cansasse...Ah, boa noite!
Não havia nada para resolver.Não sabia se era aquele tédio que o matava e o fazia pensar asneiras, ou seu não contentamento consigo mesmo.Como estava difícil se manter constante naqueles dias.Não saberia mais se definir, dizer quem era.Talvez nunca o tenha ficado sabendo, e fosse daquele jeito mesmo.Complicado e inconstante.
Via as coisas diferentemente.Uns meses atrás era alguém que falaria de coisas que não se deve, e estragaria tudo, deixando escapar seus reais sentimentos, ou quem sabe apenas era um costume que tinha : sentir-se daquele modo.Agora queria se divertir, ter conversas interessantes, e ser incrível.Não se deixaria abalar por nada e ninguém.Achara o equilíbrio que todos deveriam achar.
O sangue parava de escorrer quente como o inferno, e congelava anestesiando todo o cérebro.Queria apenas dormir.Sabia que assim, no dia seguinte, tudo teria passado e seria renovado.Suas complicações o cansavam ao extremo.Cansado de sua própria pessoa, estava na hora de ir embora.Entrou em seu bolso e lá descansaria.Jogaria o resto no travesseiro e quando acordasse arrumaria a bagunça.Tudo estava em paz.A paz talvez lhe cansasse...Ah, boa noite!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
De outras dimensões veio.Não sei se ao meu encontro, provavelmente não.Vi num canto reluzir teu doce sorriso, talvez nunca tivesse reparado antes.Lembraria-se de mim?De alguma vida passada, ou quem sabe de algum lugar em comum.Não saberia dizer quantos pensamentos entraram no vagão do trem de minha cabeça.Uns 200, superlotado.Suas conversas atrasadas seriam agora?Talvez as pessoas estivessem destinadas a conversar, sobre o que fosse determinado, pelos deuses brincando com seus bonecos.Não acreditavam em tal coisa, deuses.Mas tirariam ali aquele atraso, sim.Gostou de ser engraçado pra ela, e de lhe contar suas maluquices.Ela gostou da maneira dele falar, ritmado, com várias pautas.Queria engolir todas aquelas besteiras importantes, de que um dia iria gostar de contar, e apenas tentar desvendar as intenções da garota.
Não queria bancar o bobo, ou maluco ( pior ainda).Estavam, por sorte, no lugar certo, na hora certa.Ele hesitava, pensando se ela merecia passar por mãos que não buscavam nada, se ela não seria legal o bastante para se poder apreciar ( como as obras de arte), se jogaria seu plano infalível de como nunca mais sofrer logo agora que o havia pensado.Não tinha como descobrir sem descobrir.E foi o que fez, descobriu.
A profundeza daqueles olhos o arrastou.Estava sem âncora.Era o tipo preferido, do garoto que não possuia tipos, preferencialmente.Cabelo meio curto e um ar meio maluco, de quem adora apostar com a vida pra ver quem se diverte mais.Uma doçura incomensurável, que vinha na medida certa e nas horas precisas.Deixava-o assim, num estado de dúvida cruel e graciosa.Seria o seu pé no chão, às vezes; sua ilusão, nas outras vezes, divididas pela metade.Tinha seu apoio e sua rigorosidade, com jeito de gente forte, que sabe o que quer.Via por todo seu corpo a grandeza da vida, uma complexidade que fascina e te faz querer mais.E quis.Dava e não dava medo.Medo de usar palavras muito fortes para coisas que tinham força.Trazia-lhe uma paz, um bem-estar que não tinha nome.Não queriam nome.Só sabiam do carinho e daquele bem-querer.E não precisavam de mais nada.O resto o tempo ia dizer e fazer.
Quando algo bom passa na vida, a gente só diz "Oi!" e aproveita.
Não queria bancar o bobo, ou maluco ( pior ainda).Estavam, por sorte, no lugar certo, na hora certa.Ele hesitava, pensando se ela merecia passar por mãos que não buscavam nada, se ela não seria legal o bastante para se poder apreciar ( como as obras de arte), se jogaria seu plano infalível de como nunca mais sofrer logo agora que o havia pensado.Não tinha como descobrir sem descobrir.E foi o que fez, descobriu.
A profundeza daqueles olhos o arrastou.Estava sem âncora.Era o tipo preferido, do garoto que não possuia tipos, preferencialmente.Cabelo meio curto e um ar meio maluco, de quem adora apostar com a vida pra ver quem se diverte mais.Uma doçura incomensurável, que vinha na medida certa e nas horas precisas.Deixava-o assim, num estado de dúvida cruel e graciosa.Seria o seu pé no chão, às vezes; sua ilusão, nas outras vezes, divididas pela metade.Tinha seu apoio e sua rigorosidade, com jeito de gente forte, que sabe o que quer.Via por todo seu corpo a grandeza da vida, uma complexidade que fascina e te faz querer mais.E quis.Dava e não dava medo.Medo de usar palavras muito fortes para coisas que tinham força.Trazia-lhe uma paz, um bem-estar que não tinha nome.Não queriam nome.Só sabiam do carinho e daquele bem-querer.E não precisavam de mais nada.O resto o tempo ia dizer e fazer.
Quando algo bom passa na vida, a gente só diz "Oi!" e aproveita.
Chegou naquele ambiente tão familar e estranhou alguma coisa.Era o mesmo local que horas antes jantava e via televisão com um amigo.O mesmo onde passou vários e vários dias.Mas sentiu aquele ar rarefeito, uma pressão lhe empurrando pra fora, algo engasgava-lhe e causava-lhe ânsia de vômito.
Precisava tomar um banho, relaxar depois de um dia bem normal.Dias normais davam vontade de acertar alguém na fuça com palavras e perguntas, só pra ver se descobria algo, alguém novo ou interessante.A luz do banheiro só veio pela metade.A primeira lâmpada se foi numa pequena explosão, como se dali fosse prum lugar muito longe, e aquele fosse o último reflexo de sua imponente velocidade.
Qualquer coisa mais fora do normal iria parecer um sinal, uma comprovação de que algo estranho acontecia.Todos estavam fora de seus lugares.A harmonia de sua própria casa estava destruída e havia sido jogada pela janela."Estamos no primeiro andar mesmo, não vai acertar ninguém." Pensava se devia agir, tomar alguma providência...Não era muito de sua conta.Um pouco, talvez.Afinal, vivia por ali também, meio jogado entre a mobília e os eletrodomésticos.Em briga dos outros, o resto não faz alvoroço.
Deixaria o dia acordar e ver o que ia acontecer.Só pedia para não haver teatro, principalmente drama.
Precisava tomar um banho, relaxar depois de um dia bem normal.Dias normais davam vontade de acertar alguém na fuça com palavras e perguntas, só pra ver se descobria algo, alguém novo ou interessante.A luz do banheiro só veio pela metade.A primeira lâmpada se foi numa pequena explosão, como se dali fosse prum lugar muito longe, e aquele fosse o último reflexo de sua imponente velocidade.
Qualquer coisa mais fora do normal iria parecer um sinal, uma comprovação de que algo estranho acontecia.Todos estavam fora de seus lugares.A harmonia de sua própria casa estava destruída e havia sido jogada pela janela."Estamos no primeiro andar mesmo, não vai acertar ninguém." Pensava se devia agir, tomar alguma providência...Não era muito de sua conta.Um pouco, talvez.Afinal, vivia por ali também, meio jogado entre a mobília e os eletrodomésticos.Em briga dos outros, o resto não faz alvoroço.
Deixaria o dia acordar e ver o que ia acontecer.Só pedia para não haver teatro, principalmente drama.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
"Não há formosura realmente bela que não apresente algo de estranho em suas proporções".Nem em sua mente doente.Formosuras tem frescuras que enojam, e ninguém há de endireitar.
Uma vida complicadamente simples.Pois se for simples de verdade não tem muita graça.Era tudo que desejava.Tudo que sonhava, acordado ou não, ia anotando ( isso só fazia acordado).E gostava de compartilhar seus sonhos, seus futuros, com pessoas que achava que fariam alguma diferença em sua vida.Pelo menos naquele momento em que conversavam.
As pessoas vão e vem, sem nem ter um porquê.Mas porque não havia um porquê?Achava que tudo tinha um motivo, e sempre era dos bons.Alguém que passasse assim, de repente em sua frente, tinha que ter passado por um motivo.Ensinar alguma coisa, seja com palavras, dor ou abandono.E ainda mais quando voltavam.Pensava que era como uma prova, tinham voltado pra ver se, realmente, tinha aprendido.Ou apenas relembrar a lição.
É claro que algumas coisas devemos, e só podemos, aprender sozinhos.Mesmo com outros nos avisando, e orientando.Tem uma coisinha teimosa dentro da gente que teima para gente teimar.
Sentia-se naquele momento mais atraído por si mesmo, por seus pensamentos e divagações, do que por qualquer outra pessoa.Realmente poderia viver sozinho.Não.Precisava de alguém para escutar seus planos malucos e o resto vinha como lucro.Precisava de alguém que o estimulasse a pensar e imaginar.Não alguém ali ao seu lado.Mas alguém nas ruas, amigos, amigos de amigos, desconhecidos também.Porque não?
Queria mais arte em sua vida, em suas mãos.Mais mãos em sua arte, em sua vida.Mais vida em sua arte e mãos.
Sem pressa ia.Chegando a algum lugar, sabia.Não havia mais pressa, nem pressão.Não tinha ninguém.Ninguém o tinha.E esse mesmo que visitou Neruda, e o agradou.Agradava ali, ninguém.Com seus papos silenciosos, e sua presença que jamais incomodava.Estava bem acompanhado, com ninguém.
Uma vida complicadamente simples.Pois se for simples de verdade não tem muita graça.Era tudo que desejava.Tudo que sonhava, acordado ou não, ia anotando ( isso só fazia acordado).E gostava de compartilhar seus sonhos, seus futuros, com pessoas que achava que fariam alguma diferença em sua vida.Pelo menos naquele momento em que conversavam.
As pessoas vão e vem, sem nem ter um porquê.Mas porque não havia um porquê?Achava que tudo tinha um motivo, e sempre era dos bons.Alguém que passasse assim, de repente em sua frente, tinha que ter passado por um motivo.Ensinar alguma coisa, seja com palavras, dor ou abandono.E ainda mais quando voltavam.Pensava que era como uma prova, tinham voltado pra ver se, realmente, tinha aprendido.Ou apenas relembrar a lição.
É claro que algumas coisas devemos, e só podemos, aprender sozinhos.Mesmo com outros nos avisando, e orientando.Tem uma coisinha teimosa dentro da gente que teima para gente teimar.
Sentia-se naquele momento mais atraído por si mesmo, por seus pensamentos e divagações, do que por qualquer outra pessoa.Realmente poderia viver sozinho.Não.Precisava de alguém para escutar seus planos malucos e o resto vinha como lucro.Precisava de alguém que o estimulasse a pensar e imaginar.Não alguém ali ao seu lado.Mas alguém nas ruas, amigos, amigos de amigos, desconhecidos também.Porque não?
Queria mais arte em sua vida, em suas mãos.Mais mãos em sua arte, em sua vida.Mais vida em sua arte e mãos.
Sem pressa ia.Chegando a algum lugar, sabia.Não havia mais pressa, nem pressão.Não tinha ninguém.Ninguém o tinha.E esse mesmo que visitou Neruda, e o agradou.Agradava ali, ninguém.Com seus papos silenciosos, e sua presença que jamais incomodava.Estava bem acompanhado, com ninguém.
domingo, 18 de abril de 2010
Um ser tão frágil que se quebraria ao meio num tropicão.Não queria ser tão assim, o extremo de uma fraqueza, mesmo sabendo não ser o extremo.Uma pessoa inconstante.Ora é um, ora é outro.Não sabia quem queria ser, nem quem devia ser.Sempre esteve ali, ao alcance de ambos.Talvez não fosse nem um, nem outro.Tomara que fosse apenas alguém buscando um pão ali, e ainda não tivesse voltado.Sua cabeça não sabia e sabia como agir.Mas de que adianta saber como agir, quando não se consegue agir assim?
Queria ser simples e com atalhos.Queria não ter que sentir, nem chorar.Mas sabia que assim era a vida.Idas e vindas sem voltas.Era possível que tivesse uma personalidade dupla.Não sabia qual era o seu problema.
"Posso ser quem quiser
ser o melhor e o pior
a pessoa certa na hora errada
a pessa errada na hora certa
alguém de quem se lembrará
ou apenas uma sombra.
Já não sei quem sou
me lembro do que fui
e penso no que quero ser
e agora, não vejo nada..."
Talvez uma decepção do que no passado pensei em ser, um borrão sujo e malfeito*, que apenas vaga.Quero vagar, sou divagador, andarilho num mundo de ilusões.O que me é real, acho não ser para o próximo.A morte me vem como solução.Mas será a morte diferente?O bom mesmo era sentir aquele viver.Viver estúpido e dilacerante, vicerando esse pus chamado amor, e sangrando a toda dor.Morrendo é que se vive.Vivendo é que se morre.
Sua melhor saída era essa.Todos tem sua vez, e sua hora havia de chegar.No fim tudo daria certo, como um dia chegou a pensar?E a sair cantando por aí?Porque cantava tanto?Tinha que começar aquelas aulas logo.Aprender algo interessante, se tornar alguém interessante.Torna-se-ia alguém.Tinha que ter o tamanho do oceano, com asas e luzes.E uma música para animar todos.
Era possível que existisse um pouco de palhaço ali, também.Fazia muitos alegres, não agradando a tudo, mas muitos e no fundo, em seu abismo interior, lá perto de sua alma oprimida, morava dona tristeza.Sabia de pouco, apenas de sua ignorância.E nesse pouco saber tinha de sentir - o drama, a vida, a lágrima, o amor.Sentir e tentar mostrar para alguém que valia a pena.
Queria ser simples e com atalhos.Queria não ter que sentir, nem chorar.Mas sabia que assim era a vida.Idas e vindas sem voltas.Era possível que tivesse uma personalidade dupla.Não sabia qual era o seu problema.
"Posso ser quem quiser
ser o melhor e o pior
a pessoa certa na hora errada
a pessa errada na hora certa
alguém de quem se lembrará
ou apenas uma sombra.
Já não sei quem sou
me lembro do que fui
e penso no que quero ser
e agora, não vejo nada..."
Talvez uma decepção do que no passado pensei em ser, um borrão sujo e malfeito*, que apenas vaga.Quero vagar, sou divagador, andarilho num mundo de ilusões.O que me é real, acho não ser para o próximo.A morte me vem como solução.Mas será a morte diferente?O bom mesmo era sentir aquele viver.Viver estúpido e dilacerante, vicerando esse pus chamado amor, e sangrando a toda dor.Morrendo é que se vive.Vivendo é que se morre.
Sua melhor saída era essa.Todos tem sua vez, e sua hora havia de chegar.No fim tudo daria certo, como um dia chegou a pensar?E a sair cantando por aí?Porque cantava tanto?Tinha que começar aquelas aulas logo.Aprender algo interessante, se tornar alguém interessante.Torna-se-ia alguém.Tinha que ter o tamanho do oceano, com asas e luzes.E uma música para animar todos.
Era possível que existisse um pouco de palhaço ali, também.Fazia muitos alegres, não agradando a tudo, mas muitos e no fundo, em seu abismo interior, lá perto de sua alma oprimida, morava dona tristeza.Sabia de pouco, apenas de sua ignorância.E nesse pouco saber tinha de sentir - o drama, a vida, a lágrima, o amor.Sentir e tentar mostrar para alguém que valia a pena.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O desencontro, o choro, a pelada.
Uma noite para lembrete
estouravam em minha cabeça
uns milhões de foguetes
cada um me dizia
qual era sua filosofia
Não queria entender, nem pensar
jamais foi tão sem besteiras
sem cobranças, nem pressão
os dois cabiam nas próprias mãos
Num encontro não combinado
se desencontraram...roubo, furto, ladro!
naquela cabeça cheia de caraminholas
quem seria o mais caraminholado?
...
Em toda sua estupidez e ignorância, jamais tinha deixado passar em sua frente aquela situação.Como pôde não se mover?Em toda sua intactez e imobilidade, uma amiga precisava da verdade, compaixão e sinceridade.Estava ocupado demais se achando melhor, por já ter passado por tudo aquilo, do que ela sofria e chorava.Um choro tímido e contido.Engolido em meio à vodka e limão, sem que houvesse nem ao menos um irmão de bebidas.Uns meses atrás ainda chorava e sentia aquela mesma dor.Via fantasmas e assombrações.De um dia pro outro teve um plano que lhe salvou.Não o plano em si, mas a ideia nele imbutida.Imperceptível aos olhos do idealizador.Foi um se apegar, não se apegando; um não-tentar, tentando; um criar, mesmo que do nada, recriando toda a coragem que lhe havia sido roubada.Haviam, antes, sentimentos de fato.E oprimidos e destruídos por aquela mesma dor que sua amiga, ali, sentia e fingia tentar não sentir.Ele tinha passado por um caminho, um atalho, mas como passá-lo para os outros?Era uma das coisas que não tinha jeito.Você precisa cometer seu próprio erro, para que chegasse ao acerto.E no fundo, talvez, não fosse a hora de ajudá-la.Era como quando não se levanta a criança birrenta, para que aprenda a não chorar ao cair.
...
Mais um dia e veria sua grande esperança.Gostava como seu cabelo fazia uma curva abaixo da orelha, e como quanto era grande os olhares se cruzando, e de sua pele que ainda não havia aprendido como tocar.Existia essa preocupação, que era desimportante.Ia e vinha, não voltava mais.Como, quando, tem que ter um porquê?Aí passava e era maravilhoso esse esquecer.Deixava-o nesse estado natural.Seu jeito de ser posto à prova.Às vezes, sentia-se mais idiota que os outros, ao fazer suas gracinhas para ela.Mas não ligava, passava.E um sorriso doce era o que recebia por ter sido tão idiota.Talvez assim a deixasse mais confortável.Não queria que ela fosse embora...Tomara que demore bastante.Mas também nunca iria lhe roubar para o seu bel prazer.Gostava daquela liberdade e amizade.Da simplicidade com que as coisas iam.Do caminho para algo bem melhor, sem nome, que existia ali.
estouravam em minha cabeça
uns milhões de foguetes
cada um me dizia
qual era sua filosofia
Não queria entender, nem pensar
jamais foi tão sem besteiras
sem cobranças, nem pressão
os dois cabiam nas próprias mãos
Num encontro não combinado
se desencontraram...roubo, furto, ladro!
naquela cabeça cheia de caraminholas
quem seria o mais caraminholado?
...
Em toda sua estupidez e ignorância, jamais tinha deixado passar em sua frente aquela situação.Como pôde não se mover?Em toda sua intactez e imobilidade, uma amiga precisava da verdade, compaixão e sinceridade.Estava ocupado demais se achando melhor, por já ter passado por tudo aquilo, do que ela sofria e chorava.Um choro tímido e contido.Engolido em meio à vodka e limão, sem que houvesse nem ao menos um irmão de bebidas.Uns meses atrás ainda chorava e sentia aquela mesma dor.Via fantasmas e assombrações.De um dia pro outro teve um plano que lhe salvou.Não o plano em si, mas a ideia nele imbutida.Imperceptível aos olhos do idealizador.Foi um se apegar, não se apegando; um não-tentar, tentando; um criar, mesmo que do nada, recriando toda a coragem que lhe havia sido roubada.Haviam, antes, sentimentos de fato.E oprimidos e destruídos por aquela mesma dor que sua amiga, ali, sentia e fingia tentar não sentir.Ele tinha passado por um caminho, um atalho, mas como passá-lo para os outros?Era uma das coisas que não tinha jeito.Você precisa cometer seu próprio erro, para que chegasse ao acerto.E no fundo, talvez, não fosse a hora de ajudá-la.Era como quando não se levanta a criança birrenta, para que aprenda a não chorar ao cair.
...
Mais um dia e veria sua grande esperança.Gostava como seu cabelo fazia uma curva abaixo da orelha, e como quanto era grande os olhares se cruzando, e de sua pele que ainda não havia aprendido como tocar.Existia essa preocupação, que era desimportante.Ia e vinha, não voltava mais.Como, quando, tem que ter um porquê?Aí passava e era maravilhoso esse esquecer.Deixava-o nesse estado natural.Seu jeito de ser posto à prova.Às vezes, sentia-se mais idiota que os outros, ao fazer suas gracinhas para ela.Mas não ligava, passava.E um sorriso doce era o que recebia por ter sido tão idiota.Talvez assim a deixasse mais confortável.Não queria que ela fosse embora...Tomara que demore bastante.Mas também nunca iria lhe roubar para o seu bel prazer.Gostava daquela liberdade e amizade.Da simplicidade com que as coisas iam.Do caminho para algo bem melhor, sem nome, que existia ali.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Olhos selvagens e doces
que me atraem, olhos de Capitulina
que se esvaem, chuva de cajuína
vaga-lumes chamando estrelas
cantando misteriosamente
sem vergonha, sem rumo, sem traço
deixando a guarda dos tolos sem dente
gotas doces escorrendo por aí
por todo teu corpo, que me assombra
por tua boca que eu desejo
e não penso mais no que vejo
não há maior tensão que possa percorrer
por toda eternidade o meu ser
o bater frenético que me abala
fere a fogo todo o meu carma.
sem saber o que sentir
só minha vida errante há de cumprir
um destino que ainda se revelará
sem um minuto exitar.
que me atraem, olhos de Capitulina
que se esvaem, chuva de cajuína
vaga-lumes chamando estrelas
cantando misteriosamente
sem vergonha, sem rumo, sem traço
deixando a guarda dos tolos sem dente
gotas doces escorrendo por aí
por todo teu corpo, que me assombra
por tua boca que eu desejo
e não penso mais no que vejo
não há maior tensão que possa percorrer
por toda eternidade o meu ser
o bater frenético que me abala
fere a fogo todo o meu carma.
sem saber o que sentir
só minha vida errante há de cumprir
um destino que ainda se revelará
sem um minuto exitar.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Nunca se verá abatido
aquele que não se quer abater.
Não se verá deprimido
quem não deprimido quer ser.
Estamos sempre no controle
até deixarmos ser levados
seja por uma incontrolável vontade
de sermos mais alguém, mais um
seja por nosso teatro diário.
Não sentirá rancor
sentimento que mata
aquele que preferir sentir amor
Não será capaz de mentir
aquele que busca pela verdade
embora por caminhos tortos
essa tal dona verdade se entorte
Não saberá sentir o amor
o cansado, desesperançoso
desembaraçado e estapeado
descrente e sem mente
uma pessoa meio doente
Só sente o amor quem está preparado
aquele que não se quer abater.
Não se verá deprimido
quem não deprimido quer ser.
Estamos sempre no controle
até deixarmos ser levados
seja por uma incontrolável vontade
de sermos mais alguém, mais um
seja por nosso teatro diário.
Não sentirá rancor
sentimento que mata
aquele que preferir sentir amor
Não será capaz de mentir
aquele que busca pela verdade
embora por caminhos tortos
essa tal dona verdade se entorte
Não saberá sentir o amor
o cansado, desesperançoso
desembaraçado e estapeado
descrente e sem mente
uma pessoa meio doente
Só sente o amor quem está preparado
domingo, 4 de abril de 2010
Tudo demais é veneno.Já dizia minha mãe, que dizia que dizia minha vó, que lhe disse a bisa e por aí vai.Descobri que tenho tendências a vícios.Não por experiência própria, ainda bem.Mas por fatos que se entrecruzam e você acaba se vendo naquelas situações.
Era uma semana de espetáculos, e alguma entidade com poderes sobre coisas que nunca teremos poder não desejava aquela semana.Chovia sem parar.Durante o dia, quando os mortais só queríamos poder sair para comprar nosso pão de cada dia, e durante a noite, quando os teimosos e incansáveis desejávamos ter uma chance de diversão, liberdade e perdição.Porque só quando nos perdemos é que nos achamos, é quando sabemos onde devíamos ter ido e ter parado.Mas o espetáculo tinha de continuar, com arrumadinhos e improvisos para que todos pudessem rir um pouco.E eis que surge uma menina por volta de seus 20 anos, discreta o bastante para ser notada apenas pelos mais atentos, bela o bastante para que despertasse nos rapazes um interesse inicial, inocente na medida e descrente na juventude mais nova que ela mesma.
A fila já alcançava uns 50 metros, não haviam mais ingressos.Ela, mais por alguma esperança do que por alguma malandragem, vai até a cabeça daquela maldita linha tentar falar com alguém para saber o que acontecia.Nada.Silêncio das pessoas que todos odiavam e odiavam a todos.Um quase motim se inicia, a sede das pessoas por arte e entretenimento crescera durante a paciente espera e os transformara em animais.A garota acha um conhecido em meio àquela transformação.Não tinha nada a perder, afinal estava sem ingresso e sua sede crescia.Ele possuia apenas o próprio.Mas havia preguiça e cuidado em uma das mães com seus filhos na linha, que doou 4 ingressos para a mulher à frente que só precisava de um.Conseguiram entrar.
Foi o que de melhor podiam ter feito.Aprensentação marcante na vida de todos que presenciaram.O que os deixaria com fome e empolgados para não voltar para casa imediatamente.
Ele conheceu uma outra pessoa que jamais pensou existir ali, naquele mesmo corpo.Tinham muito que compartilhar e experiências comuns.Conversaram eternamente, como tem de ser na cabeça das pessoas que têm boas conversas.E ela lhe mostrou que eram pessoas meio compulsivas em ter vícios.Não qualquer e comum vício, como drogas.Mas vícios que lhes tornavam, de alguma maneira, semelhantes.Pessoas, chocolate, café, amores, obsessões.Novidades, palavras, arte, reclamações.Mas claro, naquela idade sabiam se controlar e não deixar que se tornassem excessos os vícios que os limitavam.
E prestariam mais atenção em filas e coisas ordinárias da vida, vai que se acha alguém com quem se estreitar laços e carregar um pouco de si, e roubar um pouco dessa pessoa.
Era uma semana de espetáculos, e alguma entidade com poderes sobre coisas que nunca teremos poder não desejava aquela semana.Chovia sem parar.Durante o dia, quando os mortais só queríamos poder sair para comprar nosso pão de cada dia, e durante a noite, quando os teimosos e incansáveis desejávamos ter uma chance de diversão, liberdade e perdição.Porque só quando nos perdemos é que nos achamos, é quando sabemos onde devíamos ter ido e ter parado.Mas o espetáculo tinha de continuar, com arrumadinhos e improvisos para que todos pudessem rir um pouco.E eis que surge uma menina por volta de seus 20 anos, discreta o bastante para ser notada apenas pelos mais atentos, bela o bastante para que despertasse nos rapazes um interesse inicial, inocente na medida e descrente na juventude mais nova que ela mesma.
A fila já alcançava uns 50 metros, não haviam mais ingressos.Ela, mais por alguma esperança do que por alguma malandragem, vai até a cabeça daquela maldita linha tentar falar com alguém para saber o que acontecia.Nada.Silêncio das pessoas que todos odiavam e odiavam a todos.Um quase motim se inicia, a sede das pessoas por arte e entretenimento crescera durante a paciente espera e os transformara em animais.A garota acha um conhecido em meio àquela transformação.Não tinha nada a perder, afinal estava sem ingresso e sua sede crescia.Ele possuia apenas o próprio.Mas havia preguiça e cuidado em uma das mães com seus filhos na linha, que doou 4 ingressos para a mulher à frente que só precisava de um.Conseguiram entrar.
Foi o que de melhor podiam ter feito.Aprensentação marcante na vida de todos que presenciaram.O que os deixaria com fome e empolgados para não voltar para casa imediatamente.
Ele conheceu uma outra pessoa que jamais pensou existir ali, naquele mesmo corpo.Tinham muito que compartilhar e experiências comuns.Conversaram eternamente, como tem de ser na cabeça das pessoas que têm boas conversas.E ela lhe mostrou que eram pessoas meio compulsivas em ter vícios.Não qualquer e comum vício, como drogas.Mas vícios que lhes tornavam, de alguma maneira, semelhantes.Pessoas, chocolate, café, amores, obsessões.Novidades, palavras, arte, reclamações.Mas claro, naquela idade sabiam se controlar e não deixar que se tornassem excessos os vícios que os limitavam.
E prestariam mais atenção em filas e coisas ordinárias da vida, vai que se acha alguém com quem se estreitar laços e carregar um pouco de si, e roubar um pouco dessa pessoa.
terça-feira, 16 de março de 2010
detalhes
Como saber se realmente conhecemos alguém?Além, é claro, da minha teoria de que só é possível conhecer alguém após, no mínimo, 5 anos?Tentando me conhecer acabei descobrindo como as outras pessoas poderiam me conhecer e descobri que são os detalhes que fazem a diferença.
Existem pessoas que são sacanas, pessoas que fazem piadas, pessoas que sentem fome o tempo todo, pessoas "uhuuul!", pessoas que não conseguem ficar paradas...Enfim, cada um com sua própria mania, algo muito próprio que define e nos dá uma certa personalidade.A minha mania era cantar.Era, porque o eu do passado cantava mesmo que inconscientemente, e o eu do presente nem consegue se lembrar de música alguma.
Quando percebi era meio tarde, fui totalmente abalado pelos meus sentimentos e sonhos, e idealizações.Andava estressado, mal-humorado, meio brocochô, e só sentia essa agonia em meu peito o tempo todo.Mas foi quando percebi que não cantei no banho que a coisa veio à tona.
Porque eu não estava cantando e dançando em um de meus animados banhos, dos quais minha família reclamava, e as visitas riam.Passei o banho todo com meu botão, pra ser mais específico meu umbigo, pensando e divagando sobre coisas que não deviam me pertubar.Mulheres, é claro.
Gostava e não gostava, queria e não queria, sabia e não sabia, tanto fez, tanto fazia.Tudo que me preocupava era se aquela garota estava brincandoro, jogando o joguinho do amor.O bom de ter percebido qual era o meu detalhe foi que pude tomar alguma atitude.Quando se sabe que há algo errado com você, logo em umas das melhores fases da vida, você logo supera qualquer coisa e arranja um plano maluco inspirado em algo que você viu na televisão.E pronto!A vida continua bela cheia de canções.
Existem pessoas que são sacanas, pessoas que fazem piadas, pessoas que sentem fome o tempo todo, pessoas "uhuuul!", pessoas que não conseguem ficar paradas...Enfim, cada um com sua própria mania, algo muito próprio que define e nos dá uma certa personalidade.A minha mania era cantar.Era, porque o eu do passado cantava mesmo que inconscientemente, e o eu do presente nem consegue se lembrar de música alguma.
Quando percebi era meio tarde, fui totalmente abalado pelos meus sentimentos e sonhos, e idealizações.Andava estressado, mal-humorado, meio brocochô, e só sentia essa agonia em meu peito o tempo todo.Mas foi quando percebi que não cantei no banho que a coisa veio à tona.
Porque eu não estava cantando e dançando em um de meus animados banhos, dos quais minha família reclamava, e as visitas riam.Passei o banho todo com meu botão, pra ser mais específico meu umbigo, pensando e divagando sobre coisas que não deviam me pertubar.Mulheres, é claro.
Gostava e não gostava, queria e não queria, sabia e não sabia, tanto fez, tanto fazia.Tudo que me preocupava era se aquela garota estava brincandoro, jogando o joguinho do amor.O bom de ter percebido qual era o meu detalhe foi que pude tomar alguma atitude.Quando se sabe que há algo errado com você, logo em umas das melhores fases da vida, você logo supera qualquer coisa e arranja um plano maluco inspirado em algo que você viu na televisão.E pronto!A vida continua bela cheia de canções.
domingo, 14 de março de 2010
Num passe de mágica toda a beleza do mundo se esvaiu.Não aguento mais as pessoas que me faziam mais felizes.Minha mãe estava certa, estou meio esquisito.Mães tem essas coisas de saber antes de nós mesmos as coisas mais pertubadoras, nos avisando como quem não quer nada que está ali à disposição.
Quando eu tinha uns 15 anos aconteceu uma dessas adivinhações.Eu estava em meu primeiro namoro, coisa boba, nada demais.Era uma criança feliz, cheio de sonhos e coisas que queria fazer, sem muitas preocupações e sem medo.E quando se namora pela primeira vez é quando se leva o primeiro pé na bunda.Eu nunca tinha imaginado como seria ruim, e sim, doloroso.Foi minha primeira paixão.
Acho que quanto mais novos, mais achamos que enganamos nossos pais.Mas é claro que nossos pais sabem disso e abusam desse poder recebidos pelas suas pessoas do passado.Embora queiram nos proteger e salvar do mundo não podem, ninguém pode.Nem nós mesmos.Fingi que estava tudo bem, me esforcei ao máximo.Usei de toda minha habilidade cênica e dissimuladora, mas desde o primeiro dia ela sabia.
Acho que mesmo daqui a uns 10 anos, ainda não a irei escutar e nada vai mudar.É o ciclo da vida dos pais e filhos.Temos que cometer nossos próprios erros para podermos aprender na prática.E ela sabe algo que não sei, e que não irei perguntar porque não adiantará de nada.
Quando eu tinha uns 15 anos aconteceu uma dessas adivinhações.Eu estava em meu primeiro namoro, coisa boba, nada demais.Era uma criança feliz, cheio de sonhos e coisas que queria fazer, sem muitas preocupações e sem medo.E quando se namora pela primeira vez é quando se leva o primeiro pé na bunda.Eu nunca tinha imaginado como seria ruim, e sim, doloroso.Foi minha primeira paixão.
Acho que quanto mais novos, mais achamos que enganamos nossos pais.Mas é claro que nossos pais sabem disso e abusam desse poder recebidos pelas suas pessoas do passado.Embora queiram nos proteger e salvar do mundo não podem, ninguém pode.Nem nós mesmos.Fingi que estava tudo bem, me esforcei ao máximo.Usei de toda minha habilidade cênica e dissimuladora, mas desde o primeiro dia ela sabia.
Acho que mesmo daqui a uns 10 anos, ainda não a irei escutar e nada vai mudar.É o ciclo da vida dos pais e filhos.Temos que cometer nossos próprios erros para podermos aprender na prática.E ela sabe algo que não sei, e que não irei perguntar porque não adiantará de nada.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Existem sonhos que se repetem com alguma frequência durante a vida.Às vezes param, às vezes não, é algo que não dá para prever e ter qualquer tipo de certeza.Eles vêm com algumas mudanças, com atualizações de nossas vidas para que não fiquem tão chatos...
"...Um agente secreto tirando merecidas férias num lendário cruzeiro.Havia tempos que não relaxava e esquecia o trabalho.Depois de uma longa jornada para impedir um grande atentado de morte que desestabilizaria a política mundial seu chefe o concedeu o direito de passar um tempo com sua maravilhosa parceira..."
Esse meu sonho era mais ou menos assim.Nem sempre existia uma parceira, e nem sei ao certo se voltava de uma missão do caramba - sonhos são muito confusos quando não se dorme à noite e os deixa para o dia - ou se era realmente um agente.O que eu sabia é estava lá nesse barcão.
"...Haviam pessoas armadas, afinal era um porta aviões da Marinha americana.Andava sorrateiramente em busca de meu amor.Havia estudado e decorado a planta daquele barquinho sem vergonha.Só existiam dois lugares possíveis para deixar os prisioneiros: o convés ou a masmorra, embora fosse um modelo super moderno de embarcação..."
Meus sonhos sempre misturavam tudo que tinham direito.O que eu achava bom, porque na hora de contar eu podia escolher uma das opções e contar de diferentes maneiras para diferentes pessoas, sem é claro mencionar que era um sonho, e levando todo o crédito para minha criatividade.
"...Depois de desfarçado e garantido o acesso a qualquer lugar do navio (nem me perguntem como) achei minha linda morena latina-americana de quem tanto senti falta.Estava em seu vestido vermelho que a deixava tão sexy, e sorria docemente como sempre.Saímos perto da piscina com janelas, onde nos sentíamos mergulhando no mais profundo dos oceanos.Quando do nada, todos começavam a correr, o barco começava a afundar.Corri com ela até o ponto mais alto e o helicóptero ativado pelo meu relógio já estava á vista.Tudo saiu bem..."
Cara, sonhos malucos me deixam muito animado ao acordar.
"...Um agente secreto tirando merecidas férias num lendário cruzeiro.Havia tempos que não relaxava e esquecia o trabalho.Depois de uma longa jornada para impedir um grande atentado de morte que desestabilizaria a política mundial seu chefe o concedeu o direito de passar um tempo com sua maravilhosa parceira..."
Esse meu sonho era mais ou menos assim.Nem sempre existia uma parceira, e nem sei ao certo se voltava de uma missão do caramba - sonhos são muito confusos quando não se dorme à noite e os deixa para o dia - ou se era realmente um agente.O que eu sabia é estava lá nesse barcão.
"...Haviam pessoas armadas, afinal era um porta aviões da Marinha americana.Andava sorrateiramente em busca de meu amor.Havia estudado e decorado a planta daquele barquinho sem vergonha.Só existiam dois lugares possíveis para deixar os prisioneiros: o convés ou a masmorra, embora fosse um modelo super moderno de embarcação..."
Meus sonhos sempre misturavam tudo que tinham direito.O que eu achava bom, porque na hora de contar eu podia escolher uma das opções e contar de diferentes maneiras para diferentes pessoas, sem é claro mencionar que era um sonho, e levando todo o crédito para minha criatividade.
"...Depois de desfarçado e garantido o acesso a qualquer lugar do navio (nem me perguntem como) achei minha linda morena latina-americana de quem tanto senti falta.Estava em seu vestido vermelho que a deixava tão sexy, e sorria docemente como sempre.Saímos perto da piscina com janelas, onde nos sentíamos mergulhando no mais profundo dos oceanos.Quando do nada, todos começavam a correr, o barco começava a afundar.Corri com ela até o ponto mais alto e o helicóptero ativado pelo meu relógio já estava á vista.Tudo saiu bem..."
Cara, sonhos malucos me deixam muito animado ao acordar.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O amor é como uma divindade do mal que jamais deve ser nomeada.Um sentimento que na verdade nunca existiu, que serve apenas como uma chave para um drama que gostamos de representar.Uma atuação que aprendemos desde pequenos, condicionados por métodos pavlóvicos e treinados pelas mídias.As pessoas que realmente importam não saem recebendo o trágico cumprimento "eu te amo" a toda hora.É constrangedor e difícil dizer tais palavras para as pessoas que estão de fato em algum lugar de importância para nós.E ninguém cobra, e ninguém deve, e ninguém se importa com tais formalidades.
Esse tal amor devia ser banido.A busca e necessidade da representação é o que estraga, destroi as relações que supostamente, e apenas por uma mera impressão, parecem indestrutíveis.Durante nossas vidas temos algumas encenações e ensaios, talvez para sempre, ou até acharmos alguém que também tenha a peça totalmente decorada em que ninguém precise declarar tudo de forma exagerada como no teatro clássico.
O amor exala seu cheiro fétido e contamina a todos, com o intuito de carregar a maior quantidade de almas para seus rituais.Deixo de ser um fiel dessa religião sem perdão e sem lógica.Não há vencedores, todos saem feridos.
Não amamos ninguém do modo como ensinam, amamos apenas a sensação de termos representado bem, e de termos uma historinha cheia de corações e coisas que enjoam.
O amor é implícito, sem forma, sem nada que possa definí-lo.O amor é invisível.
Esse tal amor devia ser banido.A busca e necessidade da representação é o que estraga, destroi as relações que supostamente, e apenas por uma mera impressão, parecem indestrutíveis.Durante nossas vidas temos algumas encenações e ensaios, talvez para sempre, ou até acharmos alguém que também tenha a peça totalmente decorada em que ninguém precise declarar tudo de forma exagerada como no teatro clássico.
O amor exala seu cheiro fétido e contamina a todos, com o intuito de carregar a maior quantidade de almas para seus rituais.Deixo de ser um fiel dessa religião sem perdão e sem lógica.Não há vencedores, todos saem feridos.
Não amamos ninguém do modo como ensinam, amamos apenas a sensação de termos representado bem, e de termos uma historinha cheia de corações e coisas que enjoam.
O amor é implícito, sem forma, sem nada que possa definí-lo.O amor é invisível.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Não sei mais o que é sonho ou realidade, nem quando durmo ou acordo.Um dia desses vi uma gartoa que me chamou muito a atenção.Era uma daquelas pessoas que só de olhar você vê felicidade,e tinha uma ar de quem não precisa de mais nada, de alguém completo.Dançava como para nos fazer perder o pensamento, e só querer imaginar dançar com a própria.Tinha um sorisso doce e selvagem, com lábios saborosos, uma pele bronzeada e molejo de uma latina.
Disputava com uma amiga, ou irmã, para ver quem dançava mais rápido ou com mais vontade.Ela ganhou.As pessoas gritavam, uivavam, e riam muito com o espetáculo.Atrevido que sou a chamei para dançar uma outra música, na esperança de poder conversar e descobrir mais sobre aquela atração que sentia.Sua voz era doce e inocente, ria expontâneamente, sem se preocupar em agradar.Sorte minha ter a feito rir, não era um dos meus dias mais engraçados.
Expliquei-a sobre o Céu e a Terra, tracei constelações que ninguém nunca viu e afoguei-me em seus olhos.Profundos e de ressaca.Chamavam-me obliquamente, decididos e com uma ponta de surpresa.Acho que também me desejava.
Um samba me mostrou tudo que eu queria, sem pestanejar e me fez alegrar uma bela donzela.
Disputava com uma amiga, ou irmã, para ver quem dançava mais rápido ou com mais vontade.Ela ganhou.As pessoas gritavam, uivavam, e riam muito com o espetáculo.Atrevido que sou a chamei para dançar uma outra música, na esperança de poder conversar e descobrir mais sobre aquela atração que sentia.Sua voz era doce e inocente, ria expontâneamente, sem se preocupar em agradar.Sorte minha ter a feito rir, não era um dos meus dias mais engraçados.
Expliquei-a sobre o Céu e a Terra, tracei constelações que ninguém nunca viu e afoguei-me em seus olhos.Profundos e de ressaca.Chamavam-me obliquamente, decididos e com uma ponta de surpresa.Acho que também me desejava.
Um samba me mostrou tudo que eu queria, sem pestanejar e me fez alegrar uma bela donzela.
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